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Quadrantes
Protagonismo do jovem no resultado das eleições do RN
Publicado: 00:00:00 - 12/06/2022 Atualizado: 12:24:13 - 11/06/2022
Léo Souza
[Publicitário e apresentador de TV]

Chegou o momento de uma nova influência sobre as decisões familiares. Saímos de uma época em que o patriarca (pai ou provedor financeiro) era quem liderava o posicionamento político do lar, para uma mesa de discussão onde o jovem assume um papel de destaque e com capacidade de decisão sobre o voto familiar. Até chegarmos a essa realidade, passamos por uma trajetória de acesso a educação, construção de olhar crítico, poder de comunicação e articulação, o jovem potiguar assim como a média do nordeste, viverá nestas eleições o primeiro protagonismo das próximas gerações. Com a facilidade de acesso à informação sem precedentes, essa geração têm procurado compreender o contexto e se posicionar, mesmo que nem sempre de forma pública. E o resultado disso não vai mais apenas influenciar o resultado das urnas, como em tempos passados, mas sim determinar.

O Rio Grande do Norte tem desafios ligados a consequências do modelo de administração pública existente, com práticas burocráticas que até hoje abrem brechas para corrupção na política, em que se misturam interesses públicos e privados. Muito dos comportamentos condenáveis são feitos, nesse contexto, devido a questões culturais. Para isso ouve-se a frase “sempre foi assim e ninguém nunca mudou”, para retratar o descuido com a coisa pública. O mérito dessa geração é que eles não se prende, a tradições e modismos. Por estarem em uma fase de amadurecimento e de acúmulo de experiências, o jovem pode perder o medo de se lançar a novidades, a exemplo de diversos estudantes potiguares que são destaque no país por usar o próprio conhecimento para gerar inovação e solução de problemas e, dessa forma impactar positivamente a sociedade. A “flor da idade” da juventude, por si só, é capaz de dar o ânimo necessário para que ela não se esmoreça diante dos desafios. Em muitas manifestações políticas, os jovens não só são os primeiros a chegar como os últimos a sair. O exercício da capacidade de negociação de conflitos com os mais novos muitas vezes deve ser levado ao limite, devido à persistência com que os jovens defendem os próprios pontos de vista.

De questões ligadas à educação - como a reforma do ensino médio - ao voto facultativo, do uso da internet aos novos tipos de relacionamentos, em quase todos esses assuntos, lá estão eles: os jovens.

Um dos exemplos da influência e participação dos jovens no cenário político é que esse ano - em apenas quatro meses - mais de 2 milhões de jovens fizeram o título eleitoral. Vou repetir a informação: mesmo não tendo obrigatoriedade no exercício da votação, jovens na faixa etária dos 16 aos 18 anos se mobilizaram nas redes sociais e aplicativos de mensagens e fizeram o título. Isso é que chamo de mudar o cenário político. Se imaginarmos a quantidade desses jovens - com votos espalhados pelo Brasil - podemos perceber que eles não apenas irão influenciar e sim definir às eleições estaduais. Seja ela no Rio Grande do Norte ou no Rio Grande do Sul. As nacionais, então, nem preciso comentar né?

E esses jovens, antes considerados imaturos, à medida que o tempo passou, tornaram-se a geração com mais acesso à educação na história brasileira. Assim, o jovem consegue organizar argumentos, contrapor pontos de vista e defender os próprios pensamentos. E diante dessa postura de independência de muitos jovens, como mostram as pesquisas e não de indiferença, podemos esperar engajamento político e influência direta na escolha do eleitor potiguar.

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