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Prova de concurso da PMRN será dia 22 de maio
Publicado: 00:00:00 - 03/05/2022 Atualizado: 14:17:58 - 03/05/2022
O Instituo Consulpan, banca organizadora do concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, marcou para o próximo dia 22, a prova para o cargo de Oficiais de Saúde da PM (QOSPM) – Famacêutico – Análises Clínicas. O concurso, que contou com 78 vagas para diversas especialidades, aconteceu no último domingo (1º). No entanto, a prova para as vagas de farmacêutico da área de análises clínicas foi anulada após reclamações relacionadas às questões apresentadas, que eram voltadas para uma área diferente do cargo em disputa. De acordo com a PMRN, 348 candidatos se inscrevem para as duas vagas disponibilizadas para a função.   

Divulgação
Concurso para a vaga de farmacêutico da Polícia Militar teve 348 inscritos. Candidatos reclamam de prejuízos com anulação

Concurso para a vaga de farmacêutico da Polícia Militar teve 348 inscritos. Candidatos reclamam de prejuízos com anulação


Nas redes sociais, a reclamação era de que as questões da prova aplicada para o cargo de farmacêutico de análises clínicas eram direcionadas à função de farmacêutico hospitalar. Em um comunicado que informou a anulação da aplicação da prova, divulgado no próprio site, o Instituto Consulplan informou que tem o “firme propósito de assegurar a lisura, a legalidade e a isonomia de seus processos”.

A banca anunciou a nova data da prova objetiva – 22 de maio – e informou que o “cronograma para execução das demais etapas deste cargo, bem como demais informações sobre a reaplicação serão divulgados oportunamente na página do Instituto Consulplan. A TRIBUNA DO NORTE fez contato com o instituto via e-mail, mas até o fechamento desta edição, não houve retorno.

A PMRN afirmou que, tudo o que cabia ser feito pela Instituição em relação ao ocorrido, foi feito.  “Acionamos a banca, que estava com um representante no Comitê de Crise elaborado para o concurso, o qual informou, de pronto, que o Instituto vai se mobilizar para refazer a prova”, informou a PMRN. A corporação disse, ainda, que a banca alegou ter havido um erro na impressão das provas.

De acordo com o edital do certame, estão sendo disponibilizadas duas vagas para o cargo de Saúde da Polícia Militar – Famacêutico – Análises Clínicas, com salários de R$ 9.392,35. Além disso, o edital disponibiliza vagas para médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, fonaudiólogos, medicina veterinária, nutrição e biomedicina. A vagas para farmacêuticos são para atuação em análises clínicas e famárcia hospitalar. 

Para cada uma das atuações, o edital apresenta conteúdo programático diferente quanto às questões de conchecimentos específicos. A Polícia Militar esclareceu que todas as provas para o cargo de farmacêutico hospitalar, bem como para as demais especialidades, foram aplicadas sem nenhum imprevisto.

Prejuízos
A anulação da prova foi alvo de muita reclamação por parte dos candidatos, que foram até as redes sociais para desabafar sobre o ocorrido. A TRIBUNA DO NORTE conversou com a biomédica Larissa Souza. Ela é de Goiás, no Centro-Oeste do País e estima um prejuízo de aproximadamente R$ 4 mil com o certame. A biomédica disse que pretende levar a questão à Justiça.

“Inicialmente, não queriam que o biomédico concorresse com o farmacêutico em análises clinicas. O Conselho de Biomedicina tentou requerer nossa inclusão, mas o pedido só foi acatado mediante decisão judicial. Com isso, a data do concurso foi remarcada e eu perdi a passagem que já tinha comprado. Nesse caso, até entendo, porque um direito nosso foi garantido” relata Larissa.

“Até que, no último domingo, ao tentar responder a parte de conhecimentos específicos, vi que as questões eram todas sobre farmácia hospitalar. O pessoal ficou revoltado e o coordenador da Consulplan falou que nada poderia ser feito. Ele disse que se a gente quisesse, poderia entrar com recurso. Tudo isso, na maior frieza. Eu só preenchi algumas coisas no gabarito para não entregar nada em branco”, comentou em seguida.

Segundo a biomédica, gastou R$ 1,1 mil com a compra de passagens e R$ 400 com reserva em hotel antes de a prova ser remarcada. Com a necessidade de comprar uma nova passagem e fazer uma nova reserva por causa do adiamento do certame, Larissa desembolsou, no mínimo, R$ 1,4 mil (R$ 1,1 mil de passagem e R$ 300 com hotel, além de despesas com transporte por aplicativo e alimentação).

Chateada com a situação, ela disse que não irá fazer a prova no próximo dia 22. “É revoltante. Conversei com meu advogado e vou entrar com uma ação judicial, pedindo danos morais e materiais. Estava me preparando há um ano para esse concurso, sem dormir direito e sem sair de casa. Também tive prejuízos emocionais. Não consgui dormir nada do domingo para a segunda-feira. Não houve nenhum diálogo por parte da banca”, desabafou.

“A prova foi remarcada com apenas duas semanas de diferença, mas não vou fazer a prova de novo. Ninguém tem condições de comprar passagem novamente em duas semanas. O meu sonho foi destruído por causa do amadorismo de uma  banca”, reclamou Larissa.

No Instagram, outros candidatos relataram o descontentamento com a situação e questionaram a banca sobre ressarcimento. “Vão ressarcir o valor que as pessoas de outras cidades gastaram para fazer as provas, ou vai ficar por isso mesmo?”, questionou um provável candidato em um postagem da PMRN no Instagram, que reproduzia o comunicado de anulação da prova.

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