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Política
PSB quer incluir 'pendências nos Estados’ em negociação com o PT
Publicado: 00:01:00 - 30/06/2022 Atualizado: 23:30:29 - 29/06/2022
A direção nacional do PSB negocia pendências com o PT para fechar, definitivamente, um acordo sobre as eleições nos Estados. O secretário de Articulação do partido no Rio Grande do Norte, Manassés Duarte, diz que a articulação nacional está sendo conduzida pelo presidente Carlos Siqueira, que “que tem repetido que as pendências existentes vão ser resolvidas em bloco, sem decisões pontuais”.

Por essa razão, o secretário Manassés Duarte afirmou que o PSB-RN segue no aguardo do PT-RN, “por uma questão de reciprocidade e de repetição da aliança nacional aqui no Estado”, no sentido de apoiar a pré-candidatura do deputado federal Rafael Motta para senador da República. 

Além de São Paulo, Rio Grande do Sule Paraíba, Acre, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, o presidente da Executiva Nacional do PSB, Carlos Siqueira, listou a crise no Rio Grande do Norte, onde a governadora Fátima Bezerra (PT) oficializou apoio à pré-candidatura a senador do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT). 

Siqueira já havia externado, no meio dessa semana, que “as pendências nas negociações estaduais entre PT-PSB serão feitas em bloco, de uma única vez, seja em relação à pre-candidaturas a governos ou Senado”. 

Ai entra a pressão do PT para que o PSB retire a pré-candidatura de Márcio França ao governo de São Paulo e passe a apoiar o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e de movimentações do presidente do PSD, Gilberto Kassab, de aproximação com o bolsonarismo no Estado.

Carlos Siqueira afirmou que “não haverá nenhuma decisão pontual, o prazo final para definir candidatos é 19 de julho, quando começam as convenções”.

Siqueira já convocou a realização da Convenção Nacional para a tarde do dia 29 de julho,  no Hotel Meliá Brasil 21, em Brasília. Na ocasião, será deliberada a escolha do candidato a vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e a aprovação de coligações para as eleições presidenciais de 2022 com o PT.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, Siqueira  reconheceu que foi um erro definir um prazo para solucionar os impasses locais. Inicialmente, as cúpulas das duas legendas haviam determinado o dia 15 de junho como data final para resolver o problema. Pelas novas contas de Siqueira, as duas siglas deveriam ter finalizado as negociações até 10 de julho.

“Nós estamos apoiando quatro candidatos a governador [do PT], o presidente da República, o vice que eles queriam e que nós também queremos, que é o [Geraldo] Alckmin. E em troca o que teremos?”, questionou Siqueira. 

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