Cookie Consent
Política
PSDB e Cidadania precisam definir federação no Estado
Publicado: 00:01:00 - 29/06/2022 Atualizado: 23:47:07 - 28/06/2022
Os partidos PSDB e Cidadania  têm até amanhã para concluir a constituição da federação, que já existe formalmente no país, para então discutir um posicionamento político para as eleições de 2022, principalmente com relação a apoios a uma chapa majoritária para governador e senador da República no Rio Grande do Norte. O presidente estadual do  Cidadania, ex-deputado estadual Wober Júnior,  está em Brasília, mas por videoconferência, disse ao “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan News Natal, na manhã de ontem, que o partido quer “construir uma posição consensualizada, mas se prevalecer a opinião do PSDB de não fazer uma opção muito clara para o governo, porque tem divergência interna muito forte, esse é o melhor caminho”.

Reprodução
Wober Júnior (no alto, à direita), concede entrevista à Jovem Pan

Wober Júnior (no alto, à direita), concede entrevista à Jovem Pan



Wober Júnior afirmou  que vai defender o seguinte na convenção: “O Cidadania não vota em candidato bolsonarista. É uma posição clara no Rio Grande do Norte e a nível nacional, quem for do time de Bolsonaro, a gente está fora”.

Para Wober Jr, o Cidadania usará da autonomia partidária, mesmo fazendo parte de uma federação não apoiará candidatos alidados a Bolsonaro.  “O Cidadania com a história que tem, o passado que tem, não pode se alinhar com ele e nem com ninguém que esteja ao lado dele”.

O ex-deputado é, atualmente, tesouro adjunto do Diretório Nacional do PSDB e admite que  “esse assunto ainda é muito complexo, porque mesmo que o Cidadania tenha uma posição contrária ao que PSDB tome, a gente vai a uma convenção colocar nossa posição contrária, mas a gente sabe de antemão que não teremos votos suficientes para fazer vingar esse posicionamento defendido pelo Cidadania”.

Wober Júnior confirmou o que a TRIBUNA DO NORTE antecipou no domingo (26), que o PSDB tem   “a maioria absoluta” da composição do colegiado da federal, em torno de 70% dos  seus membros, enquanto 30% são de representantes do Cidadania: “Então é desigual, isso quando o Cidadania é maior em outro estado, também é do mesmo jeito, como no Rio de Janeiro, onde o Cidadania é maior e tem maioria absoluta dos votos”. O dirigente do Cidadania admitiu que na composição para a eleição proporcional saiu prejudicado com essa federação, que “foi muito boa para o partido a nível nacional, porque assegura a continuidade do partido enquanto instituição política organizada”.

Wober Júnior explicou que no Rio Grande do Norte o Cidadania “estava trabalhando para fazer uma chapa competitiva” para concorrer ao pleito proporcional, “mas com pré-candidatos que não tinham densidade eleitoral igual a que os pré-candidatos com mandato têm”. No entanto, segundo Wober Jr,  “houve uma recuada depois da federação”, pois de uma chapa de 25 pré-candidatos, o Cidadania vai apresentar nas convenções cinco candidatos a deputado estadual e dois candidatos a deputado federal: “Isso está consensualizado no Estado”.

O dirigente do Cidadania também disse que os pré-candidatos que iriam disputar, “a maioria procurou outra organização partidárias, natural isso, a gente não podia obrigar a uma pessoa, que tinha simpatia política e programática e ideológica pelo Cidadania, por sua história, a concorrer a um  pleito que ele não tinha a menor chance de se eleger”.

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte