PSL não vai entrar na defesa de Moro, diz Luciano Bivar

Publicação: 2019-06-11 16:08:00 | Comentários: 0
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Partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL não vai entrar na linha de defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que teve seu celular interceptado por hacker e supostas comunicações mantidas com integrantes do Ministério Público divulgadas pelo site The Intercept. A Ordem dos Advogados do Brasil cobrou o afastamento do ministro e dos procuradores para apuração de possíveis irregularidades na condução da Operação Lava Jato e das ações penais. O site afirma que recebeu o material de uma fonte anônima.

Luciano Bivar é o atual presidente nacional do PSL e enfrenta investigações sobre verba de campanha
Luciano Bivar, presidente do PSL

"O Moro nem é filiado ao PSL, tá certo?", justificou o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PSL-PE). Segundo ele, cada parlamentar é livre para, individualmente, se manifestar sobre o caso, mas não haverá uma ação conjunta ou em nome da sigla governista.

Na manhã desta terça-feira, 11, deputados e senadores do PSL se reuniram em Brasília. Eles terminaram o encontro sem discutir qualquer manifestação em defesa política do ministro. O encontro serviu para lançar uma campanha pela aprovação da reforma da previdência.

A divisão sobre sair ou não em defesa do ministro evidenciou-se quando a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) conclamou os parlamentares a irem juntos à sede da Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República cobrarem uma investigação sobre o ataque hacker em dispositivos móveis do ministro e de procuradores da Lava Jato. A deputada recebeu a sugestão de representar para que o caso seja enquadrado na Lei de Segurança Nacional, uma vez que o veículo que divulgou as conversas é estrangeiro.

"Vai ter mais reunião? O que vocês acham de os deputados irem lá na Polícia Federal pedir uma investigação do vazamento? Vocês querem ir?", disse Zambelli. Alguns deputados responderam ironicamente que ela fosse e falasse também de tentativas de intrusão nos celulares deles.

Sem adesão, Zambelli disse à reportagem que pretende ir sozinha aos órgãos investigadores ainda nesta terça-feira. "Eu vou entrar na PGR com pedido de investigação pela Lei Carolina Dieckmann (sobre delitos informáticos)", disse ela. Zambelli diz que a rede de ativistas e militantes de que faz parte - o movimento Nas Ruas - está pronta para protestar em apoio a Moro.

Estadão Conteúdo


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