Quadra chuvosa no RN deverá ser normal, diz Emparn

Publicação: 2021-01-13 00:00:00
Nos próximos três meses, a previsão de chuvas para o Rio Grande do Norte está dentro do que é considerado regular pela  Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). Na divulgação dos levantamentos iniciais sobre a previsão de precipitações, o ano de 2021 não deverá ser marcado pela estiagem severa. Entretanto, os estudos serão aprofundados para traçar um cenário mais fiel nos próximos meses. 

Créditos: Adriano AbreuEm fevereiro, a Emparn divulgará nova previsão e deverá orientar agricultores para o plantioEm fevereiro, a Emparn divulgará nova previsão e deverá orientar agricultores para o plantio

Para 2021, segundo o chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, disse há divergências entre os modelos analisados anualmente. Nesses métodos, que vão desde padrões nacionais a internacionais, alguns apontam condição de chuvas normais com poucas regiões também apontando precipitações acima do normal. “Não estamos convencidos que em 2021 será um ano de seca”, comentou durante a apresentação dos dados. Em fevereiro, será divulgada uma nova previsão na sede da Emparn.

As atuais, apontaram que entre janeiro e março deste ano, os valores mínimos esperados são de 390,7mm para a região Oeste; 307,6mm na região Central; 234,8mm para a região Agreste e 319,0mm para a região Leste. Gilmar Bristot comentou que o cenário poderá ter uma série de mudanças a depender das condições climáticas e não recomendou, aos produtores do Estado, o plantio de sementes neste momento.

“É um pouco cedo. As primeiras chuvas geralmente não são chuvas para se plantar, tem que esperar um pouco mais. Estamos acreditando, a experiência está nos mostrando que vai ser um inverno para começar em meados de fevereiro e início de março”, frisou.

Para que haja chuvas em boa escala no Rio Grande do Norte, isto é, garantir água nos reservatórios, Gilmar explicou que três situações precisam “trabalhar em conjunto”: o Oceano Atlântico Sul precisa estar quente, o Atlântico Norte esteja frio, e uma diferença de 2°C entre eles, e o Oceano Pacífico Equatorial esteja frio. Só assim que a Zona de Convergência Intertropical, encontro dos ventos, conseguirá atuar com maior intensidade no Rio Grande do Norte.

“A zona de convergência ainda não está atuando diretamente. A gente não quer que ela venha em janeiro e fevereiro. Queremos que as condições melhorem em março e abril, porque é o maior período de aquecimento do Atlântico Sul, período do menor aquecimento do Atlântico Norte. É o período em que se tem mais umidade sendo injetada na atmosfera, e você precisa dessa estabilidade dos ventos chegando para que tenhamos as chuvas”, explicou.

A Emparn também apresentou os dados consolidados de 2020 e 2019, mostrando que, no ano passado, houve desvio observado de 7,5% em relação ao que era esperado. Em números, a região do Oeste foi a que apresentou os melhores índices no ano passado, com 919,mm de chuva observada, quando a esperada era de 790,6mm. O desvio foi de 16,3%. No Estado, a média foi de 910,1mm, quando o que os meteorologistas previam era de 846,2, o que gerou o desvio de 7,5%. A região Agreste foi a única região que teve ajuste negativo, de 0,6%: a precipitação foi de 710,2mm e a esperada era de 714,5mm.

Sementes
Mesmo com as previsões ainda em seu estágio inicial, a Secretaria do Estado da Agricultura e da Pesca (Sape) já planeja a entrega de sementes na primeira quinzena de fevereiro. Ao todo, serão 580 toneladas entre grãos de feijão, milho e sorgo, e mais 110 toneladas de sementes crioulas, segundo o secretário de Agricultura do Estado, Guilherme Saldanha. Além disso, Saldanha disse que tem conversado com as novas gestões municipais na tentativa de haver apoio para que os pequenos produtores possam conseguir fazer suas plantações quando vier a época de chuvas.

“Estamos conversando com os prefeitos e falando dessa parceria: o Governo do Estado vai disponibilizar cerca de R$ 8 milhões na aquisição de sementes crioulas e de variedades, e cabe todo mundo tentar ajudar, principalmente os pequenos e agricultores familiares. Várias Prefeituras, eu sei, têm programas que é o de corte de terra. E aí a gente faz com que atendemos essa demanda, temos uma bacia leiteira funcional e precisamos de grãos para alimentar esses animais”, comentou.












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