"Que o Estado nos dê voz de prisão aqui", diz presidente do Sinpol

Publicação: 2018-01-03 09:34:00 | Comentários: 0
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Os policiais civis do Rio Grande do Norte não retornaram às atividades normais. Com atrasos salariais e argumentando que não têm condições de retomar o trabalho, os profissionais participam de ato em frente à Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol), na Cidade da Esperança, zona Oeste de Natal. No ato, os profissionais protestam contra as condições e cobram uma solução por parte da Degepol. A estimativa é que aproximadamente 400 pessoas estejam no ato.
Agentes e delegados protestam em frente à Degepol
Agentes e delegados protestam em frente à Degepol

Com algemas nos pulsos, os policiais civis dizem que não conseguiram cumprir a determinação da Justiça para o retorno ao trabalho porque muitos profissionais sequer têm condições de se deslocar ao trabalho, além das dificuldades financeiras domésticas pelas quais estão passando devido ao atraso nos salários (salário de novembro não foi pago a todos os policiais, enquanto dezembro e o 13º não entrou na conta de nenhum agente de segurança). Por isso, o Sinpol afirma que os policiais permanecerão atuando em regime de plantão.

"Infelizmente não encontramos meios de cumprir da decisão judicial. Os policiais civis querem trabalhar, mas infelizmente estão impossibilitados. Não vimos outra solução além dessa de se apresentar aqui na Degepol. É esperar que a delegada geral (Adriana Shirley) encontre uma solução a esse problema. Existe uma decisão judicial e que o estado cumpra, que nos dê voz de prisão aqui", disse o presidente do Sinpol, Nilton Arruda.

O movimento também ganhou apoio dos delegados de polícia. Através de nota, a presidente da Associação dos Delegados de Polícia,
Paoulla Benevides Maués, convocou todos os delegados a se somarem ao movimento em frente à Degepol.

"Hoje, esses verdadeiros heróis estão sendo humilhados por aquele que se elegeu prometendo promover segurança pública. Que segurança o governador pretende promover, constrangendo e humilhando os investigadores criminais?", disse a presidente da Adepol.

Alternativas

O desembargador Cláudio Santos determinou a prisão dos policiais civis e militares que se recusarem a trabalhar, apesar dos salários atrasados. O magistrado disse que a paralisação foi considerada ilegal e, por isso, eles deveriam retomar as atividades, sob pena de incorrerem no crime de desobediência. No entanto, os policiais civis afirmam que não têm condições de trabalhar sem os salários.

Na semana passada, o até então delegado-geral de Polícia, Correia Júnior, teve reunião com o Sinpol e disse que seriam fornecidas viaturas para o transporte dos policiais de casa ao trabalho, além de mudar o expediente para seis horas corridas (8h às 14h e 12h às 18h), possibilitando a reabertura das delegacias de bairro - atualmente, só as de plantão e regionais estão funcionando. No entanto, apesar do próprio Sinpol ter avaliado como satisfatória a proposta, os policiais não acataram e decidiram permanecer com as atividades paralisadas.


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