Raí defende que futebol deve esperar um pouco

Publicação: 2020-06-04 00:00:00
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Ídolo do futebol no Brasil e no exterior e atual diretor de futebol do São Paulo, Raí é conhecido por sempre se posicionar sobre os mais variados assuntos. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o ex-jogador ressaltou em uma entrevista à rádio francesa RFI que não é favorável ao retorno do futebol no Brasil neste momento de crescimento dos casos de infecção pela covid-19.

Créditos: DivulgaçãoDirigente do São Paulo, Raí, acredita que está havendo precipitação no retornoDirigente do São Paulo, Raí, acredita que está havendo precipitação no retorno


"Ainda não. Alguns clubes estão preparando seus protocolos sanitários, mas enquanto o número de vítimas estiver aumentando seria difícil ver a retomada do futebol. Além disso, vários estádios, como o Pacaembu, abrigam hospitais de campanha. Dirigentes, como eu, tentam planejar um retorno, mas não enquanto vidas estão em perigo. Somente quando tudo estiver sob controle", afirmou.

Raí voltou a criticar as ações do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da covid-19 e reforçou a sua posição favorável à democracia. "Atualmente, estamos enfrentando uma crise política, em que a democracia e os valores humanos estão sendo discutidos. O limite também, do autoritarismo. Em uma democracia, precisamos do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e de um poder executivo. Minha postura é em favor da democracia. Não me envolvo com polêmicas, mas quando vejo tanta injustiça social, que vidas estão ameaçadas pelo vírus, eu falo. O presidente foi eleito democraticamente, mas você precisa ouvir a ciência, os especialistas e não colocar em risco a vida das pessoas", disse

O atual dirigente do São Paulo comentou sobre os desafios da Fundação Gol de Letra, projeto organizado por ele em parceria com o ex-lateral-esquerdo Leonardo - seu companheiro de Paris Saint-Germain, São Paulo e seleção brasileira. "Adaptamos nossas atividades na Fundação Gol de Letra e estamos distribuindo cestas básicas, ajudando famílias que sofrem com a fome", contou Raí, explicando a razão da mudança de programação. "A fome nunca desapareceu no Brasil. A pandemia e o isolamento social tornaram urgente a ajuda para as famílias”.