Rambo voltou

Publicação: 2019-09-22 00:00:00 | Comentários: 0
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Eu estava começando o ginásio em 1972 quando o escritor David Morrell lançou o livro First Blood (primeiro sangue), que foi um desconhecido da minha geração até que dez anos depois o ator Sylvester Stallone irrompeu no cinema encarnando um boina verde aposentado, que utilizava uma força descomunal e técnicas de guerra para estraçalhar terroristas, traficantes, comunistas e todos os tipos de malfeitores. Às vezes atacava policiais que tentavam contê-lo.

Rambo, o personagem, se estabeleceu na mitificação do herói americano, uma versão anos 1980 dos cowboys interpretados por John Wayne décadas antes. No lugar de índios e mexicanos, como fazia o pistoleiro, o brutamontes de Stallone combatia inimigos da guerra fria que ainda se mantinha no governo Ronald Reagan, aquele que ao lado de Margareth Thatcher e do papa João Paulo II enfraqueceria e praticamente feriria mortalmente o comunismo.

A terceira aventura cinematográfica de Rambo veio em 1988, período em que as fitas de VHS eram uma coqueluche (se usava o velho termo ainda) no entretenimento doméstico. No ano seguinte, ganhei o meu segundo filho.

Os produtos de licenciamentos do filme vendiam como água, e Rudá começou a engatinhar carregando uma faca do personagem e com uma fita na cabeça. O irmão, Pedro, dava golpes no ar, mesmo munido da espada do Jaspion.

Cresci vendo tiroteios em filmes de faroeste e torcendo por Tarzan quando enfrentava animais ferozes e índios idem. Cheguei na terceira idade sem grandes conflitos e ciente das regras de convivência em sociedade.

Rudá acumulou brinquedos similares aos da saga do Rambo e quando entrou na adolescência ganhou duas guitarras. Hoje é um homem bem resolvido pessoal e profissionalmente, e segue, como eu, ainda vendo filmes de ação.

Estamos prontos para ver o retorno de Rambo, na pele de um velho Sylvester Stallone que está distribuindo balas e porradas nos malfeitores de sempre. Confesso que nem iria assistir, mas a Folha de S. Paulo me estimulou.

Um colunista do jornal, da minha geração (três anos mais novo), fez da crítica o que Rambo faz com os inimigos. Bombardeou o filme por causa das cenas de violência e do sangue derramado. O livro que inspirou o filme é First Blood.

O cara chegou ao ponto de dizer que “Rambo: Até o Fim” (o título do filme) é “um insulto moral e intelectual para a plateia”. Será que aplicou questionário do Datafolha para interpretar tão severamente o sentimento do espectador?

Ora, quem é que decide assistir a uma nova produção de uma saga com três décadas, achando que não vai ter violência? Aposto dois ingressos de Bacurau e um pôster da Sônia Braga como quem vai ver Rambo quer cabeças rolando e tripas rasgadas.

Rambo é ainda é uma grife capaz de combater a moda da frangagem. Vou aproveitar para contar os corpos, quem sabe supera aquele filme de 1988 onde o ex-boina verde matou 108. E ainda tem Paz Vega e Yvette Monreal pra gente apreciar. Né, não?

Protestos

Cerca de 5 mil manifestações em dezenas de países, a maioria resumida em estudantes, foi o resultado do protesto em defesa do clima no planeta. Bem menor que eventos de militantes partidários, sindicalistas e ativistas lgbts.

Expurgo

Começam a aparecer em grupos de WhatsApp do PT natalense sugestões para que o partido discuta a possibilidade de expulsão da sindicalista Janeayre Souto, a presidente do Sinsp que se tornou um calo no governo de Fátima Bezerra.

Candidaturas

No entorno do prefeito Álvaro Dias, há quem acompanha com grande interesse a queda de braço entre o sindicato dos servidores e o governo. E torce para uma candidatura de Janeayre tirando votos de Natália Bonavides ou Mineiro.

Pedofilia

Os casos se multiplicam, mas os processos seguem em segredo de justiça e a imprensa continua citando os criminosos apenas pelas iniciais. É incrível a rede de proteção aos molestadores de crianças. O que está por trás disso?

Arquivo morto

Um dia, as estranhas mortes de Paulo Cesar Farias, Celso Daniel, Toninho do PT, Carlos Delmonte Printes, Paulo Cesar Morato, Teori Zavascki e Henrique Valladares serão desvendadas e inseridas nos livros de História do Brasil.

Escravidão

O professor Tomislav Femenick fará no Instituto Histórico e Geográfico do RN, próximo dia 26, uma palestra sobre o tema “Abolição da Escravidão em Mossoró: Gênese, Desenvolvimento, Significado”. Será no salão nobre às 18h.

Cidadão

A Câmara Municipal de Mossoró irá conceder o título de cidadão ao empresário Antonio Gentil. A iniciativa da honraria é do vereador Petras Vinícius (DEM). A comenda será entregue em sessão solene marcada para o próximo dia 27.

Beatles

O empresário Carlos Rosado, da Harabello Viagens e Turismo, começa a elaborar pacotes especiais para a cidade de Liverpool em 2020, ano de comemoração dos 60 anos de criação da maior banda de rock da história.

Voto das mulheres

Hoje está fazendo 100 anos que o estado americano do Alabama decidiu formalmente não respeitar a Constituição dos EUA, renegando veementemente a aprovação da Décima Nona Emenda que proibia todos os 50 estados de negar o direito de voto às mulheres. A emenda foi aprovada em 4/6/1919.

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