Rebelião deixa nove mortos em GO

Publicação: 2018-01-03 00:00:00 | Comentários: 0
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O confronto entre detentos do regime semiaberto no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO) deixou nove mortos, todos carbonizados, sendo que dois também foram decapitados. Outros seis presos estão internados - um deles na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A Polícia Militar recapturou 143 detentos até a manhã desta terça-feira, 2, e 105 são considerados foragidos. As informações foram dadas pelo tenente-coronel Newton Castilho, superintendente de segurança penitenciária de Goiás.

Polícia trabalha na recaptura de 105 presos que conseguiram fugir durante rebelião em detenção
Polícia trabalha na recaptura de 105 presos que conseguiram fugir durante rebelião em detenção

“A ala C invadiu as demais alas e iniciou os atos de barbárie contra seus rivais. Houve ferimentos, carbonização de corpos e decapitações de dois. A motivação foi divergência entre atuação no mundo do crime de tráfico de drogas", explicou Castilho. O tenente-coronel não nominou os grupos criminosos rivais que teriam se enfrentado em Aparecida de Goiânia. Mas o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal de Goiás, Maxuell Miranda das Neves, afirmou que os detentos da ala C são ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), e os mortos teriam ligação com o Comando Vermelho (CV).

O presidente do Sindicato também afirmou que o clima de tensão era conhecido das autoridades goianas e que o sindicato informou na sexta-feira, 29 de dezembro, sobre a possibilidade de confronto em Aparecida de Goiânia e em outros dois presídios do Estado. “Na sexta-feira eu dei uma entrevista a uma rede de TV informando a situação e mesmo assim o governo manteve apenas quatro agentes penitenciários em Aparecida de Goiânia", declarou.

Sobre o número de agentes penitenciários, Castilho afirmou que é pouco, mas disse: “É o que tínhamos". Segundo o superintendente, o Governo do Estado irá contratar 1.600 profissionais temporários para tentar solucionar o problema. No local da rebelião, após as mortes, as equipes de segurança encontraram três armas de fogo - duas pistolas 9mm e um revólver 38.

Agente morto
Em mais um capítulo da violência no sistema prisional de Goiás, um vigilante penitenciário foi assassinado na manhã desta terça-feira, 2, em Anápolis (GO). O crime aconteceu um dia após um confronto em Aparecida de Goiânia. As duas cidades são distantes 74 km. Segundo a  Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) o vigilante havia acabado de sair do plantão da unidade prisional e foi assassinado. O governo informou também que a Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar as "circunstâncias e autoria do crime".


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