Recapeamento começa em 15 dias

Publicação: 2015-01-01 00:00:00 | Comentários: 0
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Nadjara Martins
repórter

A Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) deve iniciar, até o dia 15 de janeiro, programa de recapeamento da avenida Ayrton Senna. Além da substituição do asfalto, a obra de R$ 1,2 milhão também custeará a drenagem de dois pontos de alagamento da via e a implementação de uma ciclofaixa de acesso à avenida Roberto Freire. Apesar da melhoria, o projeto ainda não os problemas de tráfego da avenida – vias estreitas, com mudanças bruscas de fluxo,  ausência de calçamento – uma vez que contempla apenas o trecho da via pertencente à Natal.
Emanuel AmaralO primeiro ponto de reestruturação é na entrada da Ayrton Senna, sentido Cidade Verde. Em frente à empresa Microlins, a região costuma alagar, mesmo com chuvas pequenasO primeiro ponto de reestruturação é na entrada da Ayrton Senna, sentido Cidade Verde. Em frente à empresa Microlins, a região costuma alagar, mesmo com chuvas pequenas

A contratação da empresa Construtora Luiz Costa LTDA pelo Regime Diferencial de Contratação (RDC) foi publicada ontem, na última edição do Diário Oficial do Município de 2014. A obra terá custo de R$ 1.217.898,34, com recursos oriundos do Ministério das Cidades, e contempla ainda a construção de uma ciclofaixa entre a avenida Roberto Freire e Poço de Caldas. De acordo com o secretário de obras Tomaz Pereira Neto, a previsão de entrega da obra é de 60 a 90 dias, variável de acordo com fatores climáticos da região.

“Dentro de dez, no mais tardar 15 dias nós começamos a obra. Esse prazo é para homologação do contrato. Vamos resolver dois pontos de alagamento (um no início da Ayrton Senna e outro no trecho da lagoa de captação), revitalizar uma ciclofaixa que já existia”, comenta Neto. De acordo com o secretário, os pontos de alagamento serão interligados aos sistemas de drenagem já existentes nos bairros.

Entretanto, apesar do fluxo pesado de veículos que trafega diariamente pela pista, a Semov ainda não estabeleceu junto à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) como será feito o desvio de tráfego durante as obras, segundo Raul Araújo, chefe de gabinete da Semob e integrante da Comissão de Licitação da secretaria.

“É uma obra simples, que contempla recapeamento, ciclofaixa e placa. Ainda não sabemos como vai ser a interdição porque isso depende do cronograma que a empresa vai apresentar. Tem que haver também uma interligação entre a secretaria, a empresa e a STTU”, pontuou Araújo.

Para os moradores e comerciantes da região, o anúncio de revitalização da Ayrton Senna é um bom sinal, mas ainda há muito para ser resolvido. Isso porque as ações serão concentradas no trecho pertencente à Natal: os problemas existentes para além da avenida Poços de Caldas ficaram de fora.

“É bom, mas há outros problemas. O buraco que existe há mais de seis anos, que os moradores jogam metralha para tampar, a mudança de fluxo (na altura da avenida Pinheirais) que causs muitos acidentes”, diz o funcionário público Wagner Lopes.

- O primeiro ponto de reestruturação é na entrada da Ayrton Senna, sentido Cidade Verde. Em frente à empresa Microlins, a região costuma alagar, mesmo com chuvas pequenas.
- Há pelo menos dez anos, um buraco se formou em um dos primeiros cruzamentos da via. O problema é agravado com o despejo de água servida. “O mau cheiro é péssimo e muito carro já furou o pneu”, relata Edson Silva, cabeleireiro.
- No cruzamento da Ayrton Senna com Pinhares, o problema é a confusão no trânsito: a via inicia como mão única, se transforma em faixa dupla até o sinal e segue como via de mão dupla até a Maria Lacerda. A falta de sinalização já facilitou acidentes.
- Na altura do Serrambi se inicia o segundo problema: alagamento crônico da avenida, causado pelo transbordamento da lagoa de captação durante o período de chuvas. A Semov finaliza a ampliação da capacidade na próxima semana.
- A ciclovia da Ayrton Senna possui 12 km, mas é pouco utilizada pelos ciclistas. A sinalização já está apagada e parte do trajeto foi interditado durante as duas últimas semanas para a obra na lagoa de capitação.
- Há buracos e desnível em toda a extensão da Ayrton Senna. Na altura do Banco do Brasil, ainda dentro dos limites de Natal, pequenas crateras se formam no asfalto. Esse é um dos pontos que terá drenagem.
-Já na chegada de Cidade Verde, após os limites de Natal, um retorno ilegal é usado com a derrubada do canteiro central da pista. Do posto  de gasolina em diante, não há mais canteiro. Esse é um problema crônicos do tráfego que não será resolvido.
- Dentro do projeto de recapeamento da Ayrton Senna está prevista a reativação de uma ciclovia entre a avenida Roberto Freire e Poços de Calças – esta é a linha que divide os municípios de Natal e Parnamirim.
- Alguns ciclistas, com a falta de sinalização da única ciclofaixa da Ayrton Senna e a ausência de outras estruturas, se arriscam em meio ao tráfego na hora do rush, como é o caso do autônomo Paulo Sério Andrade.
- A falta de espaço também é um problema para os pedestres, uma vez que as calçadas têm sido ocupadas pelos carros e até mesmo pelo lixo. Em alguns pontos, a parada de ônibus sequer possui teto.
- A ausência de estruturas cicloviárias favoreceu as ciclofaixas clandestinas, como a que foi pintada na Duque de Caxias (Ribeira). A STTU alerta: ciclofaixas seguras são as das avenidas do Contorno, Itapetinga, Praia do Meio e Ayrton Senna até o Serrambi II.

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