Receitas em baixa

Publicação: 2020-05-22 00:00:00
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Luiz Antônio Felipe 
 laf@tribunadonorte.com.br

A arrecadação federal de tributos e contribuições caiu 28,95% em abril sob efeito do coronavírus, no primeiro mês cheio, após o início da pandemia no País.  Chegou a R$ 101,1 bilhões. Nos quatro primeiros meses de 2020, a arrecadação teve recuo de 7,45% sobre igual período do ano passado, em termos reais, a R$ 502,3 bilhões, mesmo assim, um volume expressivo de recursos. A entrada menor de recursos no Orçamento da União vai se refletir no financiamento dos projetos e programas do Governo Federal, estaduais e municipais, aumentando as dificuldades na travessia de 2020.

Acordo
Apesar da crise financeira, o presidente Jair Bolsonaro e os governadores fecharam ontem o acordo de transferência de R$ 60 bilhões de ajuda emergencial. O presidente pediu aos governadores apoio a veto de reajuste de servidores até dezembro de 2021. A expectativa é que a primeira parcela seja liberada até o dia 29 próximo.

Confiança
Nova pesquisa da CNI revela que a confiança da indústria avança 2,4 pontos na prévia de maio, um “olhar pra frente” neste momento de crise. Subiu sobe 2,4 pontos em maio ante abril, diz a prévia. A alta da confiança em maio é resultado de uma reavaliação das expectativas dos empresários para os próximos três e seis meses.

Encargos
Uma boa notícia para os empresários. O Ministro da Economia, Paulo Guedes planeja cortar encargos trabalhistas por até dois anos com a nova CPMF digital. O ministro pretende reapresentar antigos projetos como plano emergencial de retomada e carteira de trabalho Verde e Amarela.

Cotações
O dólar voltou a cair ontem, após o Banco Central sinalizar que tem munição para intervenções no mercado. Emendou a segunda queda e fechou a -1,95%, a R$ 5,578. O Ibovespa fechou em alta de 2,10% a 83.027 pontos. Já o preço do barril de petróleo (spot) voltou a subir 0,46% a US$ 33,97 o barril. A arroba do boi gordo, em São Paulo voltou a subir para R$ 202,15, alta de 0,82%.

Mais energia vendida
A produtora de energia Casa dos Ventos assina contrato de longo prazo para a venda de  energia para a empresa TIVIT, para fornecer energia eólica aos seus 30 escritórios e quatro data centers espalhados pelo país. O acordo prevê o fornecimento de toda demanda de eletricidade da empresa a partir de 2022 através do complexo Rio do Vento, no Rio Grande do Norte.  Com potência instalada de 504 MW e investimento de R$ 2,4 bilhões, o complexo eólico Rio do Vento é formado por oito Sociedades de Propósito Específico (SPE), o que possibilita a negociação de contratos no mercado livre com empresas de porte e setores diferentes.

Na rua
A Covid-19 deixará 11,5 milhões de novos desempregados na América Latina em 2020, diz a Cepal/OIT. A crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus vai deixando rastro de destruição.

Repasse
Decreto estadual abre crédito suplementar no valor de R$ 63.706,00 milhões para o Tribunal de Justiça do Estado. Recursos do superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício de 2019, para aplicação diversa como na nova sede,  aparelhamento e modernização.

Novidades
Uma projeção indica que os lançamentos da indústria brasileira de transformação registrou queda em abril, em função da demanda reprimida, segundo o Índice de Atividade Industrial, calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Em abril, a retração foi de 14,5% na comparação com o mês anterior. O acumulado de 12 meses  apresenta queda de 17,3%, tendência também identificada no acumulado do ano (-25,7%).

Expansão
O PIB da pecuária de corte cresceu 3,5% em 2019, aponta a ABIEC, a associação do setor de carnes. O movimento do agronegócio da pecuária de corte em 2019 foi de R$ 618,50 bilhões, 3,5% acima dos R$ 597,22 bilhões registrados em 2018. O mundo vai precisar de mais alimentos e, com  isso, abre uma grande oportunidade para o Brasil.

Planejamento
A equipe técnica da Secretaria de Estadual de Turismo (Setur/RN) e da Emprotur estão elaborando o Plano de Retomada do Turismo do RN. Conta com o apoio do trade turístico, prefeituras e associações. As reuniões são por videoconferência para tratar sobre as ações que estão sendo tomadas com o objetivo de mitigar os impactos da crise provocada pela pandemia, como também debater o plano de retomada do setor.

Impacto
Um estudo da Accenture que mapeia os impactos da pandemia na indústria de pagamentos pelo mundo, aponta o Turismo como o setor mais impactado pela pandemia no Brasil, com queda de 75% no período. Enquanto o Turismo liderou a baixa o Vestuário não ficou muito longe (-66%) e Bares e Restaurantes (-60%). Já os supermercados tiveram crescimento de 16% no faturamento.







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