Recordista distribui experiência

Publicação: 2019-06-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Cláudio Taffarel estava em campo quando a Seleção Brasileira conquistou a última Copa América realizada no Brasil, em 1989.  Há 30 anos, era mais um jovem como muitos do time atual do técnico Tite. Os passos iniciais com a camisa 1 da Seleção Brasileira o lançaram ao primeiro estágio de altura da montanha russa na qual sua carreira embarcou vestindo a Amarelinha. Os “altos e baixos” que sucederam àquele momento ensinaram ao atual preparador de goleiros da Seleção Brasileira que o futebol é feito de oportunidades. Sempre há uma nova chance para entrar em campo e reescrever a própria história.

Taffarel acredita que o torneio vai mexer com os brios dos jogadores brasileiros e aposta no elenco com excelentes goleiros
Taffarel acredita que o torneio vai mexer com os brios dos jogadores brasileiros e aposta no elenco com excelentes goleiros

E foi superando críticas, trabalhando duro e dando resposta dentro de campo que o ex-goleiro chegou ao topo das estatísticas da Seleção na história da Copa América. Taffarel ultrapassará a marca de Zizinho, até então o jogador brasileiro com mais partidas na competição sul-americana: 33 ao todo. Ao final da fase de grupos desta edição, Taffarel completará 35 jogos em oito participações, cinco como atleta (89, 91, 93, 95 e 97) e três como preparador (2015, 2016 e 2019).

“Estou passando para os atletas o valor da Copa América. O jogador tem que sentir que essa chance é muito positiva. É uma oportunidade única. Tem que se concentrar nesse momento. Temos que ganhar. A palavra fundamental é vitória. Para todos é importante a vitória. Mais até do que jogar bem. É uma competição para se ganhar”, prega.

Todo o respeito, admiração e idolatria conquistados com suas emblemáticas atuações - principalmente no tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos -,  não impedem Taffarel de falar com tranquilidade de suas derrotas e falhas. A mais marcante foi numa Copa América, como ele entrega:

“Em 95 foi dolorido demais. Aquele gol de falta, uma bola bem batida, sofri o gol e sofri muitas críticas”, recorda o ex-jogador sobre o lance que levou a decisão contra o Uruguai para os pênaltis. 

“Seleção Brasileira para mim nunca foi só alegria. Meu passado não foi só de glórias. Também perdi, errei e fui criticado. Quero mostrar isso para os jogadores que estão aqui se preparando para a Copa América. Na vida, a gente não ganha só, também temos derrotas. Mas quando perdemos, buscamos melhorar, voltar mais forte. Nunca desistindo. Sempre se levantando. Ficar caído, nunca”.

O Brasil volta a sediar uma Copa América depois de 30 anos. Taffarel sabe que o torneio vai mexer com o brasileiro, apaixonado por futebol, e essa sinergia entre a Seleção e torcida pode ser o grande trunfo para a Seleção Brasileira vencer mais uma em casa. O Brasil nunca perdeu quando o país sediou a competição.

“O torcedor brasileiro é acostumado ver o Brasil vencendo e jogando bem. Eles vão esperar isso na Copa América. Estamos nos preparando para isso. Jogar no Brasil com a torcida a nosso favor nos deixa mais fortes ainda. Que a gente faça sempre por merecer ter o torcedor do nosso lado a todo o tempo”. 

Taffarel completou 60 jogos como preparador de goleiros da Seleção Brasileira. Ele faz parte da comissão técnica desde 2014. Assim como na Copa do Mundo de 2018, ele tem Alisson, Ederson e Cássio sob o seu comando. Taffarel garante que os pupilos estão entre os melhores da posição. “Temos três goleiros de alto nível e isso nos conforta. Alisson e Ederson estão muito próximos e são um dos melhores do mundo. Eles merecem muito estar aqui. Os seus clubes e a Seleção dão muita projeção a eles”.

Quando jogador Taffarel defendeu a meta da Canarinho em 108 jogos, com 64 vitórias, 31 empates e somente 13 derrotas. Esteve presente nas Copas de 1990, 1994 (campeão) e 1998, venceu um Pan-Americano (1987) e foi medalhista de prata nas Olimpíadas de Seul (1988).





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