Recorrendo a experiência

Publicação: 2019-09-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Vicente Estevam (interino)jrvicente@tribunadonorte.com.br

Enquanto pôde empurrar a crise com a barriga, com até um certo tipo de irresponsabilidade financeira, o ABC o fez. Mas agora a corda apertou no pescoço do clube e ele, para não correr um risco de sofrer danos maiores,  terá de ingressar, digamos, numa espécie de regime financeiro rígido, daquele que não se permite nem encostar em gorduras. O presidente Fernando Suassuna terá de cortar vários excessos, entre os quais, até abrir mão da renovação do contrato de Wallyson, sob risco de sofrer consequências mais sérias. Para enfrentar o momento de adversidade, que já começa a tomar proporções maiores, o clube mais uma vez está recorrendo a experiência do conselheiro Bira Rocha. Ele que sempre se fez presente nos momentos mais delicados, atendeu ao chamado da diretoria para acompanhar o processo de restruturação do clube. Rocha não considera o atual momento como um dos mais graves da história centenária do clube, mas disse que se não forem tomadas medidas urgentes, a situação poderá complicar. Bira Rocha acredita que a diretoria está agindo em tempo hábil para evitar uma piora do quadro e disse que está chegando, como convidado que foi, para opinar e avaliar algumas medidas e alguns planos de modificações na estrutura administrativa que estão sendo propostos, plano este que a diretoria  resolveu denominar de Novo ABC.

Mas o empresário nega qualquer tipo de participação em cargos administrativos do clube. Bira se diz um adepto da renovação em cargos diretivos, pois sente que o clube necessita de ideias novas para poder sobreviver as exigências dos novos tempos. Destacou também que quando foi chamado, sempre se colocou à disposição e não seria agora, mesmo com o advento da idade avançada, que iria virar as costas para o clube que aprendeu a amar desde quando tinha 14 anos. Aos torcedores do ABC o empresário deixa uma mensagem de otimismo, mesmo ciente de que existe uma ação no STJD que pode alterar o quadro de rebaixamento do Alvinegro no Brasileiro, ele não esconde que, economicamente, o ABC terá de encarar uma realidade de Série D em 2020, onde os investimentos serão poucos e limitados, mas faz questão de lembrar que o clube já esteve diante de crises bem piores e se manteve firme. Para ele, o maior desafio enfrentado pelo ABC foi sobreviver a punição aplicada pela antiga CBD, hoje CBF, que impediu o clube, por dois anos, de participar de qualquer competição oficial.

Futsal Alvirrubro
O vice-presidente de esportes amadores do América, Fernando Nesi, está comemorando a volta do Alvirrubro ao Futsal. Com vários títulos conquistados na modalidade, quando teve sempre a frente a figura de Arthur Ferreira, atuando seja como atleta, técnico ou em algumas épocas até mesmo como financiador, o futebol de salão acabou extinto por falta de incentivo financeiro. Agora o ressurgimento acontece na figura do empresário Alexandre Medeiros, que iniciou entendimentos para assumir todos os encargos para que o América volte a disputar as competições estaduais. O projeto é começar a arrumar a casa agora, para marcar o retorno do Alvirrubro a partir da próxima temporada. Mas antes disso haverá uma luta política, uma vez que o América é contrário aos rumos que a Federação Norte-rio-grandense de Futsal vem dando ao esporte nos últimos anos.

Sem interferência
Responsável há alguns anos pela parte de amadorismo dentro do América, o ex-presidente Fernando Nesi espera que com a eleição que se avizinha, a diretoria eleita não tente realizar qualquer tipo de modificação na área. Ele disse que vem tocando a questão com dificuldade, mas que frente a criatividade vem conquistando bons resultados e espera ter o trabalho reconhecido pelo novo presidente. No último final de semana, a equipe feminina de Beach Handebol alvirrubra conquistou a terceira colocação na etapa do Circuito Brasileiro disputado em Natal, nas quadras de areia do Aeroclube. Por enquanto ele disse que vem tratando da questão dentro da diplomacia, evitando maiores debates sobre o tema. Mas diz que se for necessário, poderá alterar o nível da situação, caso o seu pleito não seja atendido.

Eleição
O presidente do Conselho Deliberativo do América e a comissão eleitoral já definiram a data da eleição no clube. A escolha do substituto de Eduardo Rocha vai ocorrer no próximo dia 2 de outubro, na sede social da Rodrigues Alves. A chapa eleita vai comandar os destinos do clube até 2021. Até o presente momento o nome do conselheiro Leonardo Bezerra é o que desponta como provável substituto de Rocha, mas  a questão da montagem da chapa ainda está aberta e sendo negociada pelos grupos de apoio. Uma das principais metas de Leonardo e iniciar um novo processo de união no clube e trazer para perto pessoas que se encontram afastadas, como Paulinho Freire e o ex-presidente Hermano Moraes. A gestão da nova diretoria vai iniciar numa situação em termos financeiros mais confortável que as anteriores, uma vez que o clube já tem algumas fontes de arrecadação garantida para próxima temporada, como as cotas da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste, mais os aluguéis de algumas salas nos imóveis construídos atrás da sede social.

Privatização 
Mais um tradicional estádio do futebol nacional vai passar pela experiência da Privatização. O processo que não deu certo no Maracanã, cuja gestão foi repassada de forma compartilhada para Flamengo e Fluminense, agora vai ocorrer com o Pacaembu. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assinou ontem o contrato de concessão do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho transferindo a operação de administração para o Consórcio Patrimônio SP. O complexo esportivo do Pacaembu é composto por uma piscina olímpica, duas quadras de tênis e ginásio poliesportivo, além do estádio de futebol. No início do mês, a prefeitura recebeu R$ 79,2 milhões dos R$ 115 milhões acordados, o restante do valor será pago dentro do período de concessão, que é de 30 anos.




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