Recuperação do setor de serviços no RN fica abaixo da média nacional

Publicação: 2020-08-13 10:51:00
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O volume de serviços no Brasil cresceu 5,0% em junho frente ao mês de maio, na série com ajuste sazonal, após quatro meses de taxas negativas seguidas, quando acumulou perda de 19,5%. O Rio Grande do Norte teve crescimento abaixo da média nacional, com 2,7%. O estado é o segundo com maior recuo no setor de serviços do país em comparação a junho de 2019.
Créditos: Adriano AbreuServiços de entregas tiveram recuperaçãoServiços de entregas tiveram recuperação

A pesquisa analisou serviços de transportes, auxiliares aos transportes, correio, serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, serviços prestados às famílias, entre outras modalidades. No Brasil, 15 estados tiveram recuperação melhor do que o Rio Grande do Norte tomando por referência o comparativo entre maio e junho: Amapá, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Maranhão, Distrito Federal, Acre, Ceará, Piauí, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, somente Alagoas teve perdas mais expressivas do que o Rio Grande do Norte. Enquanto o estado potiguar acumulou 25,7% de perdas, os alagoanos perderam 33,1%. Dos 27 estados, somente Rondônia teve um mês superior ao mesmo do ano passado.

Serviços

Regionalmente, 21 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em junho, frente a maio, acompanhando o avanço (5,0%) observado no Brasil – série com ajuste sazonal. Entre os locais com resultados positivos no mês, São Paulo (5,1%) teve o crescimento mais importante, após cair 19,5% entre fevereiro e maio deste ano.

Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio de Janeiro (3,6%), de Minas Gerais (4,7%), do Rio Grande do Sul (6,6%) e do Distrito Federal (6,6%). Em contrapartida, Mato Grosso (-3,2%), Paraná (-1,0%) e Espírito Santo (-3,2%) registraram os principais impactos negativos em termos regionais.

Frente a junho de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-12,1%) foi acompanhado por 26 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa veio de São Paulo (-10,8%), seguido por Rio de Janeiro (-10,6%), Minas Gerais (-11,5%), Paraná (-15,2%), Rio Grande do Sul (-17,2%) e Bahia (-23,1%). Por outro lado, a única contribuição positiva veio de Rondônia (1,3%), impulsionado, em grande medida, por atividades correlatas ao agronegócio, como a gestão de portos e terminais e o transporte rodoviário de cargas.

Já no acumulado de janeiro a junho de 2020, frente a igual período do ano anterior, a queda do volume de serviços no Brasil (-8,3%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 unidades da federação mostraram retração na receita real de serviços. O principal impacto negativo veio de São Paulo (-7,7%), seguido por Rio de Janeiro (-6,3%), Rio Grande do Sul (-14,4%) e Minas Gerais (-8,4%). Por outro lado, a única contribuição positiva no índice nacional veio de Rondônia (3,7%).

Turismo cresce

Em junho de 2020, o índice de atividades turísticas cresceu 19,8% frente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou ganho de 28,1%. Vale destacar, contudo, que o segmento de turismo havia mostrado uma expressiva perda acumulada entre março e abril (-68,1%), reflexo do fato de que as medidas preventivas ao rápido espalhamento da COVID-19 (como o estímulo ao isolamento social) terem atingido de forma mais intensa e imediata boa parte das empresas que compõem as atividades turísticas, principalmente, transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

Regionalmente, todas as doze unidades da federação acompanharam este movimento de expansão observado no Brasil, com destaque para São Paulo (19,6%), seguido por Rio de Janeiro (23,7%), Minas Gerais (17,2%), Santa Catarina (26,1%) e Paraná (17,9%).

Na comparação com junho de 2019, houve retração de 58,6%, quarta taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda de receita de restaurantes, transporte aéreo, hotéis, rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê. Em termos regionais, todas as doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-59,5%), seguido por Rio de Janeiro (-50,8%), Minas Gerais (-54,0%), Bahia (-70,9%) e Rio Grande do Sul (-64,8%)

No acumulado de janeiro a junho de 2020, o agregado especial de atividades turísticas mostrou queda de 34,6% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; e catering, bufê e outros serviços de comida preparada.

Todos os doze locais investigados também tiveram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-36,2%), Rio de Janeiro (-29,5%), Minas Gerais (-34,1%), Bahia (-33,7%), Rio Grande do Sul (-40,6%) e Paraná (-34,2%).