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Natal
Rede de água e esgoto em Natal tem 1,9 mil vazamentos por mês
Publicado: 00:00:00 - 29/06/2018 Atualizado: 22:21:31 - 28/06/2018
Yuno Silva
Repórter

Metade da água tratada que deveria ser distribuída pela rede da Companhia de Águas e Esgotos do RN em Natal é perdida. Essa proporção é um cálculo médio feito pela própria Caern, que registra cerca de 1,9 mil vazamentos de água e esgoto todos os meses na capital potiguar. O excesso de pressão na rede e a existência de tubulações antigas são os principais motivos que ocasionam os vazamentos de água potável, já os problemas verificados na rede coletora de esgoto são provocados pela presença de lixo doméstico que são descartados de forma inadequada pela população.

Alex Régis
Na Av. Interventor Mário Câmara, meses após a troca da tubulação, rede tem pontos de vazamento

Na Av. Interventor Mário Câmara, meses após a troca da tubulação, rede tem pontos de vazamento


Na Av. Interventor Mário Câmara, meses após a troca da tubulação, rede tem pontos de vazamento

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    Além dos vazamentos, também entram na conta da perda de água própria para consumo os desvios de água e ligações clandestinas (os chamados 'gatos'), e o subfaturamento do consumo – muitas residências em Natal ainda não possuem hidrômetros, e uma das metas da Caern é instalar novos e substituir equipamentos antigos para melhorar a eficiência na aferição do uso.

    De acordo com Ricardo Barros, superintendente da Caern em exercício, responsável pelas operações da Companhia nas quatro zonas da cidade, a empresa dimensionou equipes para atender uma demanda média que oscila entre 60 e 70 chamados por dia – por mês são cerca de 1,4 mil casos de vazamentos de água tratada, e outras 500 ocorrências de obstrução de esgoto, registrados pela central de atendimento via telefone (115) ou aplicativo para celulares (Caern Mobile).

    “Essa demanda muda o tempo todo. Atualmente estamos bem alinhados com os prazos determinado para Agência Reguladora de Saneamento Básico de Natal (Arsban)”, assegurou o gestor, que é engenheiro civil e faz parte do quadro de servidores efetivos da Companhia.

    A reportagem da TRIBUNA DO NORTE localizou vazamentos na Rua Érico Monteiro, no bairro de Capim Macio. Segundo funcionários de um loja de acessórios para animais que fica próxima ao vazamento, a situação levou seis dias para ser resolvida - apesar do vazamento ter estancado, a tubulação continua aberta. Essa mesma situação se repete na Rua Teatrólogo Meira Pires, também em Capim Macio, e na Av. Interventor Mário Câmara (antiga Av. 6), Alecrim, onde um vazamento persiste mesmo após reparos e troca de tubulação entre os meses de março e abril. No local, a via não recebeu recapeamento asfástico.

    Barros informou que 20 equipes cuidam dos vazamentos de água, e nove dos casos de obstrução da rede coletora de esgoto. Ele explicou que as equipes possuem estruturas diferenciadas, “para atender serviços de diferentes complexidades”.

    Segundo determinação da Agência Reguladora de Saneamento Básico de Natal (Arsban), os vazamentos devem resolvidos em até 72 horas após a abertura da solicitação para reparos. A Arsban também regulamentou os prazos para recomposição do pavimento: além dos três dias para estancar o vazamento, a Caern tem mais três dias para recompor a pavimentação (no caso de paralelepípedos), e outros três dias para o recapeamento de asfalto nos casos necessários.

    Ou seja, de acordo com a norma da Arsban, após um vazamento ser informado, a Companhia cumpre um ciclo de até nove dias para casos em vias asfaltadas. “As equipes da Caern cuidam dos vazamentos, que requer um serviço mais especializado, e a recomposição do pavimento é feito por empresas terceirizadas – um contrato para recompor calçamento em paralelos, e outro contrato para asfalto”. Ricardo salientou que em períodos de chuvas os reparos podem atrasar. A Caern está testando um novo sistema  que irá permitir o acompanhamento online dos atendimentos e a qualidade do serviço.

    Números
    1.394 casos de vazamentos na rede distribuidora de água potável por mês

    491 obstruções mensais na rede coletora de esgoto que atende a capital

    60 é a média diária de chamados para reparos na rede de saneamento

    72 horas é o prazo máximo, contados a partir do registro na central de atendimento ao consumidor, para a Caern resolver um problema de vazamento ou obstrução.


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