Reeleita, Dilma promete reformas

Publicação: 2014-10-27 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - Reeleita presidente da República com 51,64% dos votos válidos, a presidenta Dilma Rousseff defendeu ontem, diálogo com a sociedade, mudanças e reformas no discurso que fez para a Nação, logo depois de ser anunciada vencedora pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dilma insistiu em anunciar que vai lutar para fazer uma reforma política a partir de um plebiscito e afirmou que criará mecanismos para combater a corrupção. No RN, Robinson Faria (PSD) foi o eleito.
Fábio Rodrigues PozzebomDilma Rousseff comemora com o vice Michel Temer, o ex-presidente Lula e aliadosDilma Rousseff comemora com o vice Michel Temer, o ex-presidente Lula e aliados

“Sem exceção, chamo todos os brasileiros para nos unirmos em favor de nossa Pátria, nosso País, nosso povo. Não entendo que essas eleições tenham divivido o País ao meio. Em lugar de ampliar divergências, criarmos fosso, tenho forte esperança de que a energia mobilizadora tenha preparado um bom terreno para a construção de pontes”, afirmou a presidenta reeleita.

Para ela, as divergências devem ser usadas para melhorar o diálogo. “O calor liberado no fragor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil. Com a força desse sentimento mobilizador é possível encontrar pontos em comum e construir com eles uma primeira base de entendimento para fazer nosso País avançar”, disse ela.

Dilma afirmou que a História mostra que resultados apertados produzem mudanças mais rápidas do que vitórias muito amplas. “Essa é a minha certeza do que vai ocorrer a partir de agora no Brasil. O debate, as ideias, o choque de posições pode produzir espaços em processos que podem mover a sociedade naquilo que almejamos.” “Nas democracias maduras, união não significa necessariamente unidade de ideias. Nem ação monolítica conjunta. Em primeiro lugar, abertura e disposição para o diálogo. Esta presidenta aqui está disposta ao diálogo e é este o meu primeiro compromisso para o segundo mandato, o diálogo.”

A presidenta disse que o caminho apontado pelos eleitores, ao decidirem por dar-lhe mais um mandato, é muito claro. “Algumas palavras e temas dominaram essa campanha. A palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi mudança. O tema mais amplamente invocado foi reforma. Sei que estou sendo reconduzida à Presidência para fazer as grandes mudanças na sociedade brasileira. Naquilo que meu esforço e meu poder alcança, podem ter certeza de que estou pronta a responder a essa convocação”, prometeu ela.

“Entre as reformas, a primeira e mais importante, deve ser a reforma política. Meu compromisso, como ficou claro durante toda a campanha, é deflagrar essa reforma, que é responsabilidade constitucional do Congresso e que deve mobilizar a sociedade num plebiscito, por meio de uma consulta popular”, afirmou ela. Dilma anunciou ainda que terá um compromisso rigoroso também com o combate à corrupção, criando instituições de controle. “Proponho mudanças na legislação atual, para acabar com a impunidade, que é protetora da corrupção.”

Ela afirmo ainda que vai procurar o diálogo com todos os setores da economia, em especial o industrial. “Quero a parceria de todos os setores produtivos e financeiros nessa tarefa que é responsabilidade de cada um de nós. Seguirei combatendo com rigor a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal e fazendo o diálogo e parceria com todas as forças produtivas do País.”

Reaproximação
Mesmo antes de o resultado oficial da eleição ser conhecido, petistas e aliados já falavam na necessidade de reconciliação nacional, Ao votar, o atual governador da Bahia, o petista Jaques Wagner, afirmou que o primeiro desafio da presidenta Dilma Rousseff, é promover a “reconciliação” com a parcela da população que apoiou a oposição na campanha. “Acho que, uma vez eleita pela maioria, o papel dela é fazer este chamamento para que a gente toque o País”, argumentou Wagner.

Na mesma linha foi a avaliação do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, partido da base aliada, “Temos de fazer um trabalho para diminuir as sequelas, porque nunca tivemos uma divisão tão grande”, afirmou. “Vencemos. Mas nós do partido temos de ter humildade, sentar e conversar”, disse o deputado Vicente de Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), ontem à noite. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que é preciso aceitar os “legítimos resultados” e que “a democracia brasileira está absolutamente consolidada e que o grande desafio será dialogar com a sociedade brasileira”.

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