Reforma: Até 62 anos, vai

Publicação: 2019-02-10 00:00:00 | Comentários: 0
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Lauro Jardim
Com Guilherme Amado e Mariana Alvim

Seja qual for o texto de reforma da Previdência que chegue ao Congresso, a equipe econômica está enviando um documento que tem alguma gordura para ser podada. Isso ninguém duvida, é o óbvio de uma negociação que sempre será delicada. A idade mínima para a aposentadoria das mulheres, por exemplo, tem espaço para baixar de 65 anos para 62 anos e não afetará o ajuste pretendido.

Tudo bloqueado
Apesar dos três acordos de delação firmados, dois com a PF e um com o MPF, Antonio Palocci ainda não conseguiu pôr a mão em seu patrimônio de 70 milhões de reais. Está tudo bloqueado.

Na planície
Eliseu Padilha, o escudeiro de primeira hora de Michel Temer, avisou a amigos que voltará a advogar. Tem tudo para dar certo. De problemas cabeludos e processos judiciais ele entende como poucos.

Por trás de Flávio e Queiroz
Há um personagem ainda não revelado publicamente, mas operando nas sombras do caso Flávio Bolsonaro/Fabrício Queiroz. Trata-se do advogado paulista Frederick Wassef, que circula entre São Paulo e Brasília, onde tem residências. Fred, como é chamado, tem boas relações com Jair Bolsonaro há pelo menos dois anos. Em dezembro, propôs ao capitão uma estratégia para a operação salvamento de Flávio e Queiroz — tanto jurídica como de imagem e tudo o mais que for preciso. Bolsonaro deu o o.k. Coube a Fred, por exemplo, escolher os advogados de defesa. Também está sob sua alçada dar a palavra final nos passos jurídicos trilhados. Tudo passa por Fred, que é sócio de um escritório de advocacia e de uma empresa de "consultoria, negócios e participações", ambos sediados em São Paulo.

Mandato único 
Paulo Guedes tem dito a alguns interlocutores que o governo envia ao Congresso Nacional até o fim de fevereiro uma proposta para acabar com a reeleição.

Da boca para fora 
Os deputados do PSL fizeram a campanha ao lado de Jair Bolsonaro apoiando o mantra de que políticos não iriam indicar afilhados para cargos federais no governo do capitão. Beleza. Só que agora boa parte da bancada anda irada com o capitão justamente porque não está podendo nomear nem o contínuo da repartição.

O que será isso?
O governo pode ser novo, apostar em mudanças, mas a burocracia brasileira não é muito chegada a renovação. O "Diário Oficial da União" do dia 1º estampou em sua página 74 a nomeação de um certo Eduardo Celino para exercer o cargo de (respire fundo): coordenador da Coordenação-Geral de Registro Empresarial e Integração da Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia. Isso é lá nome de função?

Só dá Mourão 
A atração maior da Brazil Conference deste ano, um evento organizado por alunos brasileiros da Universidade Harvard e do MIT, será Hamilton Mourão. Além do vice-presidente, participarão dos debates, que acontecerão entre 5 e 7 de abril, Jorge Paulo Lemann, FHC e Samantha Power, ex-embaixadora dos EUA na ONU.

Governador ostentação
Wilson Witzel é sequioso, como poucos, pelos símbolos do poder. Mandou confeccionar uma faixa de governador para sua posse. Já apareceu numa foto segurando um distintivo com a inscrição "governador Witzel". Não satisfeito, retomou uma das marcas da ostentação de Sérgio Cabral, que Luiz Fernando Pezão abrira mão - agora anda pelas ruas do Rio de Janeiro com seis batedores que, em motocicletas, precedem o carro oficial de Witzel, abrindo e fechando o tráfego.

Sem mudança 
Por enquanto, a diretoria da Vale fica. Este é o veredito dos acionistas. Repita-se, por enquanto.

Novos velhos tempos
A Odebrecht ressuscitou o cargo de diretor de Relações Institucionais, cujo último titular foi o lobista e delator Cláudio Melo Filho. Contratou o executivo Alexandre Barreto Tostes para o posto. Tostes tem a genética dos novos tempos, adequada à Odebrecht, que precisa recompor suas relações no mundo do poder. É filho de um coronel e circula bem nos meios militares.

A Shell avança
A Shell anuncia em breve o seu ingresso no setor elétrico. Comprará uma participação no consórcio Marlim Azul, que tem como sócios o Banco Pátria e a Mitsubishi. Eles construirão em Macaé (RJ) a primeira termelétrica a ser abastecida com o gás natural do pré-sal.

Quem pode, pode
Foram vendidas 97 Ferraris, Rolls-Royces, Lamborghinis e Maseratis no Brasil no ano passado. Os modelos mais baratos saem por cerca de R$ 600 mil e os mais caros a R$ 5 milhões. Só em dezembro, foram 17 - e certamente não por causa do 13º salário...










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