Reforma terá regime de capitalização

Publicação: 2018-12-08 00:00:00
O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reafirmou nesta sexta-feira, 7, que o governo de Jair Bolsonaro vai realizar as reformas da Previdência e do sistema tributário. Segundo ele, a equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, está trabalhando em uma reforma previdenciária que corrija privilégios e permita um regime de capitalização que aumente a poupança interna. "Governo dará passo para trás para que os brasileiros possam dar muitos passos à frente", disse.

A declaração foi dada em evento do Lide, grupo de empresários fundado pelo governador eleito de São Paulo, João Doria. Foi o primeiro encontro de Onyx com representantes do setor privado após a eleição de Bolsonaro. Guedes também foi convidado, mas, segundo Onyx, está se recuperando de uma gripe. "Ele está em repouso. Precisamos do nosso Ronaldinho para quando começar o campeonato mundial", brincou.

O futuro chefe da Casa Civil garantiu que o próximo governo será "constitucional, rigorosamente dentro da lei e terá segurança jurídica absoluta". "O investidor internacional terá previsibilidade", prometeu. Com as reformas, ele disse, "o Brasil será o melhor país da América Latina para investir".

Congresso
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também se pronunciou ontem sobre a reforma e  fez enfática defesa da importância de se dar continuidade aos debates sobre o tema no Congresso. "Não haverá nenhuma outra agenda nos próximos 12 meses que possa superar, tirar da pauta, a reforma da Previdência. Nada do que a gente possa discutir aqui ou em qualquer ambiente pode superar o tamanho do problema previdenciário", disse Maia, durante evento do setor de químicos organizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), ontem (7), em São Paulo.

Maia aproveitou a oportunidade para destacar as dificuldades enfrentadas pelo País, tanto na área econômica como política, e aproveitou para elogiar a atuação conjunta do Executivo e Judiciário na aprovação de reformas como a trabalhista e o teto dos gastos. "Muita coisa foi feita entre os poderes em temas que estavam travados há muitos anos", afirmou.

Ele lembrou que muitos políticos e alguns opositores criticam o teto dos gastos, que seria uma forma de barrar os investimentos em saúde e educação. Segundo o presidente da Câmara, o que impede investimentos nestas áreas não é o teto dos gastos. "O problema de não termos investimentos em saúde e educação é porque o Brasil gasta em despesas obrigatórias quase todo o seu orçamento", cravou.

Maia afirmou ainda que a defesa enfática da reforma da Previdência pode ter sido um dos motivos de ele ter "sofrido" para se reeleger a deputado federal.



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