Registros de homicídios reduzem

Publicação: 2018-01-03 00:00:00 | Comentários: 0
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O registro de homicídios e arrombamentos no Rio Grande do Norte apresentou uma queda desde que as Forças Armadas passaram a exercer o controle da segurança no Estado, no último dia 29 de dezembro de 2017. No geral, desde o início da paralisação das polícias, no dia 19 de dezembro, até a manhã de domingo (31), 94 mortes violentas haviam sido registradas no Estado, a maioria na região metropolitana de Natal e Mossoró. Somente na última sexta-feira (29), antes do início da Operação Potiguar III, 18 mortes foram contabilizadas. De lá para cá, o número de atentados contra a vida caiu. No dia 30, já com os militares na rua, o número caiu para 11. No dia 31, foram duas mortes. E, após quase duas semanas registrando recordes nos índices de violência, o Rio Grande do Norte teve uma noite de réveillon considerada tranquila. Na madrugada da segunda-feira, uma morte foi registrada.

O número de arrombamentos, furtos e ocorrências no Estado também apresentou uma leve diminuição. Entre os dias 26 e 28 de dezembro, 17 estabelecimentos comerciais registraram ocorrências de assalto. Já do dia 29 até o dia 1º de janeiro, o número caiu para 10. Arrombamentos contra farmácias e residências também apresentaram redução nos registros.

As Forças Armadas estão exercendo o controle da segurança pública no Rio Grande do Norte desde o último dia 29 de dezembro, quando o governador Robinson Faria transferiu o poder que é do Estado para as tropas federais. A decisão foi motivada em função do aquartelamento dos policiais civis e militares, que adotaram a chamada Operação Padrão desde o dia 19 de dezembro, em função dos atrasos de salários e a precariedade da estrutura de segurança no Estado. Com a operação, os policiais só sem às ruas com os devidos materiais adequados para o trabalho.

Durante entrevista coletiva na tarde da segunda-feira (1°), em Natal, no Rio Grande do Norte, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez um balanço da atuação das Forças Armadas nos últimos três dias e disse que o quadro de violência que aterrorizou a população potiguar nas últimas semanas, desde o início da greve de policias militares, civis e bombeiros, está sob controle. “Todos os indicadores, seja de morte, roubo, assalto, seja o que for, todos caíram verticalmente. Ou seja, o que nós prometemos ao povo do Rio Grande do Norte, nós entregamos”, disse Jungmann.

“Se existiam qualquer dúvidas sobre o desempenho e a capacidade do comprometimento das Forças Armadas, aqui está um retrato. […] Ontem na praia, havia milhares de pessoas participando da festa. Aquela quantidade [de gente] foi às ruas porque se sentia segura. É um evento de proporções enormes, permeado pelo consumo de bebidas, de fato, e considerando as dezenas de milhares de pessoas que participaram do ano novo, o resultado foi de fato excelente”, avaliou o ministro.

O chefe do Estado Maior das Operações Guararapes, chamada de Potiguar III, tenente coronel Igor Pasinato, informou que 2,8 mil homens do Exército, Marinha e Força Aérea estão atuando no Estado em um sistema de rodízio nos últimos três dias. Foram realizadas 380 ações, como patrulhamentos, rondas e proteção de eventos no período. Na noite da virada do ano, havia entre 90 e 100 viaturas com militares nas ruas.


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