Regulação tem gestão compartilhada

Publicação: 2018-07-12 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
A Central Metropolitana de Regulação, que gerencia a fila dos cerca de 2 mil pacientes que aguardam por cirurgias eletivas nas especialidades de ortopedia e neurologia, tem a gestão compartilhada entre a Prefeitura de Natal e o Governo do Estado – através, respectivamente, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

A coordenação da Regulação é feita pelo Município, enquanto o Estado, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Sesap, “entra com repasses financeiros, recursos humanos, estrutura física e parque tecnológico, na cogestão pactuada com a SMS, que se responsabiliza e o município se responsabiliza pela gestão das filas e dos leitos”.

Anualmente, o Governo do RN repassa mais de R$ 2 milhões para pagar médicos e enfermeiros que prestam serviços à Central. Já o custeio dos atendimentos alcançou, no mês de abril, R$ 2,8 milhões para cobrir as despesas com todos os procedimentos feitos via Regulação municipal. Os repasses são feitos de acordo com a produção informada pela SMS-Natal.

A Sesap afirmou ainda que os repasses “para a complementação da tabela SUS estão em dia”, e avisou que “se há algum atraso nos repasses aos prestadores de serviço (hospitais e profissionais da saúde) é o Município de Natal que deve operacionalizar”.

Critérios de prioridade
O critério para escolher o paciente que vai para o topo da fila de espera, segundo a SMS-Natal, segue três critérios: gravidade da doença, idade do paciente e o tempo de espera na Regulação. “Os idosos têm prioridade. No caso de cirurgias ortopédicas, por exemplo, seguimos a sequência gravidade, idade do paciente e tempo de espera para definir a escolha”.

O tempo de espera, ainda conforme a Secretaria Municipal de Saúde, “depende de uma série de fatores, como a quantidade de vagas cedidas (pelo hospital conveniado), o estado clínico do paciente, e o tipo de fratura. Já o fluxo para neurocirurgias ainda está em análise, a fila ainda pertence aos prestadores do serviço”.

Desde o mês de junho, quando a Regulação passou a enviar pacientes para o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), foram cadastrados 332 pacientes na fila de espera. Destes, assegurou a SMS-Natal, 151 ainda estão pendentes no sistema da Central.

Números
1.700 pacientes estão na fila da Central Metropolitana de Regulação por uma cirurgia ortopédica;

332 pacientes foram cadastrados pela Central, desde junho, para neurocirurgias;

30% dos pacientes são de Natal; os outros 70% vêm de outras cidades do RN;

30 cirurgias ortopédicas, em média, são realizadas por dia no Hospital Memorial pelo SUS;

10 a 15 neurocirurgias são atendidas por semana pelo HUOL;

15 dias é o período ideal máximo de espera para quem precisa de cirurgias ortopédicas;

60 dias ou mais é o tempo real de espera de alguns pacientes que aguardam a vez na fila.


continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários