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Internacional
Reino Unido aprova extradição de Julian Assange para os EUA
Publicado: 00:01:00 - 18/06/2022 Atualizado: 23:46:29 - 17/06/2022
O governo britânico ordenou  a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os Estados Unidos para enfrentar acusações de espionagem. Assange tem 14 dias para recorrer da decisão, disse o Ministério do Interior britânico. Assange está detido em uma prisão de Londres desde 2019, depois de sete anos fugindo da prisão ao buscar asilo político na Embaixada do Equador.

Seus advogados argumentaram que ele estava em "alto risco de morrer" sob as restrições que poderia enfrentar enquanto estiver sob custódia dos EUA.

O Ministério do Interior disse em um comunicado que "os tribunais do Reino Unido não consideraram que seria opressivo, injusto ou um abuso de processo extraditar Assange. Tampouco acreditam que a extradição seria incompatível com direitos humanos, incluindo seu direito a um julgamento justo e à liberdade de expressão, e que enquanto estiver nos EUA ele será tratado adequadamente, inclusive em relação à sua saúde".

Priti Patel, secretária do Interior britânica, assinou a ordem de extradição. A ministra do Interior é a autoridade final em relação à extradição no sistema britânico - embora Assange tenha outras vias legais que deve buscar para bloquear a decisão, e especialistas dizem que sua chegada aos Estados Unidos está longe de ser iminente.

O Ministério do Interior disse que Assange "só será entregue ao Estado requerente quando todas as vias de contestação legal estiverem esgotadas". Antes de sua extradição, Assange poderia pedir ao mais alto tribunal do Reino Unido que ouvisse mais argumentos, ou poderia recorrer ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Cada tribunal teria que concordar em ouvir o recurso de Assange, o que não é garantido.

Como parte do processo de extradição, o principal tribunal britânico aceitou em dezembro as garantias do governo dos EUA sobre medidas de segurança específicas que implementaria para Assange. O tribunal se recusou a ouvir o apelo de Assange sobre esse ponto em março. Um tribunal federal da Virgínia indiciou Assange em 18 acusações, entre elas conspiração e divulgação de informações de defesa nacional.

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