Reitor da UERN quer ir à Brasília pedir explicações

Publicação: 2018-01-31 00:00:00 | Comentários: 0
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O reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes Ribeiro Neto, emitiu nota para exigir informações sobre a proposta de federalização da instituição, e afirmou que está disposto a ir à Brasília para pedir explicações aos técnicos do Tesouro Nacional. Até ontem, essa visita não estava agendada.

Em nota, o reitor da UERN disse que há 30 anos foram discutidas as possibilidades de federalização, anexação à antiga ESAM (atual Ufersa) ou a estadualização da universidade, o que terminou se concretizando. Segundo Pedro Fernandes, na década passada a ideia de federalização voltou a ser discutida, mas também foi rejeitada pelo então presidente Lula. A ideia era que a universidade tivesse desenvolvimento, mas dentro do Estado.

“A administração da UERN tem compromisso com o ensino público, gratuito e de qualidade bem como com a estabilidade de técnicos e professores conquistada via concurso público. O momento exige luta pelo fortalecimento da UERN enquanto universidade estadual e gratuita, cumprindo o papel de levar o ensino superior a todas as regiões do Estado formando profissionais e, em especial, professores que ajudam a garantir o ensino básico em todas as cidades do Rio Grande do Norte", disse o reitor Pedro Fernandes.

O pedido de esclarecimento é reiterado pelo Sindicato dos Funcionários da UERN (SintaUERN), que já se posicionou contra a medida. “Seria uma falta de respeito muito grande por parte do governo”, avaliou Elineudo Melo, presidente do sindicato. As duas partes garantem que as prioridades da UERN são ensino de qualidade e manutenção dos servidores concursados. Eles questionam sobre a possível demissão de aproximadamente 1.670 funcionários (inclui professores). A avaliação é que a mudança da esfera estadual para a estadual oferece o risco de demissão em massa.

O secretário de administração e Recursos Humanos, Cristiano Feitosa, já havia declarado a possibilidade de federalização da UERN, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE publicada no último dia 11 de janeiro. “Possibilidade legal existe. Mas existe vontade do governo federal? Não sei, porque devem ter outros estados que querem federalizar suas universidades estaduais”, disse. O secretário, entretanto, não entrou em detalhes acerca da situação dos servidores.A avaliação de Elineudo Melo é semelhante. Ele ainda atesta que o orçamento da UERN corresponde a 3% do orçamento geral do Estado e está dentro dos gastos obrigatórios com educação. “Seria um crime federalizar a universidade. Isso só mostraria o compromisso com a educação que o governo tem”, declarou.

“A UERN já tem quase 50 anos de vida e forma profissionais de qualidade. Não faz sentido repassar para o Governo Federal”, defendeu. A universidade teve um orçamento de R$ 275 milhões em 2016, sendo R$ 263,5 milhões referentes a recursos do Tesouro Estadual e demais recursos conseguidos pela própria instituição através de parcerias e cooperação. Em 2017, o orçamento da UERN foi de R$ 269,8 milhões.


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