Remanejamento não tem data definida pela Sesap

Publicação: 2019-10-09 00:00:00 | Comentários: 0
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O secretário-adjunto da Sesap, Petrônio Spinelli, disse na manhã dessa terça-feira que a Secretaria trabalha com três diferentes “blocos” de unidades de saúde para as quais serão transferidos esses pacientes, mas sem data para início desse processo.

Segurança da unidade é comprometida por falta de equipamentos adequados
Segurança da unidade é comprometida por falta de equipamentos adequados

“Tudo vai ser feito observando o perfil de cada paciente, e do hospital ao qual vamos referenciar. Não vamos abrir novas alas, ou criar novos leitos, específicos para o paciente hoje atendido no Ruy Pereira. Vai respeitar o estado clínico do paciente, e o perfil do hospital ao qual será enviado”, afirma o gestor.

Spinelli enfatiza que esse fluxo de transferência, mesmo em relação aos hospitais da rede Sesap, está em fase de planejamento pela Coordenadoria de Hospitais da Secretaria de Saúde do Estado. Por enquanto, o Hospital da Polícia Militar é o primeiro que deve receber parte desses pacientes porque a unidade dispõe de recursos e deve absorver boa parte dessa demanda do Ruy Pereira.

“Não vamos, simplesmente, transferir pacientes para um hospital em específico. Se é paciente clínico, segue para hospital com esse perfil; se é cirúrgico, vai para hospital onde faz cirurgia”, explica Petrônio Spinelli.

O secretário-adjunto explica que o Hospital da PM receberá esses pacientes via convênio, pois trata-se de uma unidade pertencente à Secretaria Estadual de Segurança Pública, e que deve dispor de ao menos 25 leitos para pacientes pós-cirúrgicos, ma que também deve servir como retaguarda clínica.

Já em relação ao Hospital Onofre Lopes (Huol), Spinelli afirma que deve haver um contrato com a Prefeitura de Natal. O Huol, segundo ele, deve absorver demanda de exames especializados e cirurgias mais complexas. “O Huol alega falta de pessoal para abrir enfermaria específica, e que depende de concurso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)”, disse.

Sobre os hospitais próprios, como o Giselda Trigueiro e o João Machado, ambos em Natal, Spinelli diz que “não serão abertas enfermarias para atender demanda específica do Hospital Dr. Ruy Pereira. Se forem abertas, será para atender ao aumento da demanda. Esses hospitais funcionam com recursos da Sesap, de forma que não estaria gerando um custo além do previsto para a rede.

Quanto ao corpo médico e de enfermagem que hoje atua no Ruy Pereira, Petrônio Spinelli disse que poderá ser deslocado para essas unidades, mas respeitando a necessidade e de forma que cause o mínimo de transtorno à logística desses profissionais. “Há um plano em elaboração para esse fluxo, de pacientes e de pessoal”, disse o secretário-adjunto.





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