Revista americana traz presidente na capa e diz: 'Não mexa com Dilma'

Publicação: 2011-09-19 13:16:00
A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, é a capa da revista Newsweek desta semana. Na matéria intitulada "Don't Mess With Dilma" (Não mexa com Dilma, em português), a presidente concede uma entrevista em que fala sobre sua ascensão na política, o Brasil, a economia mundial, pobreza e corrupção. Na quarta-feira (21), Dilma se tornará a primeira mulher a abrir uma assembleia da ONU.
Presidente Dilma é destaque na revista norte-americana desta semana
A matéria da Newsweek contextualiza o dia em que foi dada a entrevista, no Palácio do Planalto, em meio a complicações causadas pelas fortes chuvas no Sul do País que "havia deixado milhares de desabrigados" e atrasos nas construções para a Copa do Mundo de 2014. Ao ressaltar a aparência saudável de Dilma, a publicação lembra das sessões de quimioterapia às quais ela foi submetida em 2009 para tratar de um linfoma.

Durante a entrevista, Dilma ressaltou dados que representariam a alta na criação de empregos no País. "Geramos 1.593.527 nos primeiros seis meses", disse. A presidente falou também sobre os progressos da mulher na política. "Quando eu era pequeno eu queria ser bailarina ou um bombeiro, e ponto final", disse ela. "Eu não sei se é um mundo novo, mas o mundo está mudando. Para uma menina perguntar sobre ser presidente é um sinal de progresso", afirmou, se referindo a uma garota que a parou em um aeroporto para perguntar se uma mulher pode ser presidente.

Sobre questões econômicas, a revista fala sobre o crescimento da economia brasileira lembrando que ela cresceu 7,5%, "o dobro da média mundial". Dilma está em Nova York acompanhada por cinco ministros, o das Relações Exteriores; o da Saúde, Alexandre Padilha; o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; o do Esporte, Orlando Silva, e a da Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.

No Estado Unidos, a presidente deve colocar em discussão temas que considera fundamentais para a pauta internacional. Dilma deve defender medidas comuns de combate à desigualdade social, com políticas de inclusão, apontando os programas de transferência de renda do Brasil como alternativa.