Rio Grande do Norte recebe mais 19,4 mil doses da Coronavac nesta quinta, 25

Publicação: 2021-02-25 00:00:00
Em meio à crescente taxa de ocupação de leitos de UTI e implementação  de medidas restritivas para conter o avanço da covid-19 por parte dos gestores públicos, o Rio Grande do Norte recebeu nesta quarta-feira (24), 35.000 doses da vacina produzida pela Astrazeneca/Oxford - Fiocruz. A perspectiva é de que cheguem mais 19.400 doses da Coronavac nesta quinta-feira (25), totalizando 54.400 doses nesta semana.

Créditos: SANDRO MENEZESNessa quarta-feira (24), técnicos da Secretaria de Estado da Saúde Pública receberam 35 mil doses da vacina Oxford/AstraZenecaNessa quarta-feira (24), técnicos da Secretaria de Estado da Saúde Pública receberam 35 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca

Nesta quinta etapa da vacinação no país, a campanha avança para dar cobertura à população indígena, idosos e trabalhadores da saúde - grupos prioritários desta nova etapa.  

Das 35.000 doses da Astrazeneca, 21.927 serão destinadas aos idosos com idade de 85 a 89 anos. Com elas, será possível vacinar 100% dos idosos dessa faixa etária. Já 8.996 serão destinadas a trabalhadores da saúde e 2.920 aos indígenas moradores do RN.

O Estado segue a estratégia do Ministério da Saúde, que é aplicar todas as doses que chegarem para ampliar o número de vacinados, e a medida que for chegando novos imunizantes, o esquema vacinal será complementado. A vacinação dos indígenas está sendo fruto da insistência do governo estadual, já que o RN tinha sido o único Estado brasileiro a não ser contemplado pelo governo federal com relação aos indígenas. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública, o Rio Grande do Norte possui 6.067 indígenas em nosso território - das etnias potiguara, tapuia e tapuia paiacú - distribuídos em 15 comunidades nos municípios de Bahia Formosa, Canguaretama, Goianinha, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Natal, Jardim de Angicos, João Câmara, Assu e Apodi. 

Parcerias
O aceno à união com prefeituras, à participação de entidades de classe, das igrejas e da sociedade como um todo na luta contra a Covid-19, foi feito nesta quarta-feira (24) pela governadora Fátima Bezerra em reunião virtual com prefeitos e gestores de saúde dos municípios da 2ª Regional de Saúde, em resposta ao pedido de prefeitos da região para reforçar a presença das forças de segurança e, com isso, fazer cumprir as medidas restritivas à circulação de pessoas.

Os prefeitos disseram que apesar de todos os esforços feitos no sentido de alertar a população da gravidade do problema, usando os meios de comunicação disponíveis, ainda há focos de resistência às medidas protetivas, especialmente daqueles que insistem em participar de eventos que geram aglomerações. “Infelizmente a população só respeita quando a polícia está presente", afirmou o prefeito de Apodi, Alan Silveira.

“Se o processo de vacinação tivesse avançado no Brasil, não estaríamos numa situação tão delicada como esta. Infelizmente, o processo de vacinação está patinando, mas isso não é culpa dos estados nem dos municípios, mas do governo federal", explicou a governadora.

Antes da fala da governadora, a subsecretária de planejamento e gestão da secretaria estadual da Saúde Pública (Sesap), Lyane Ramalho, apresentou os dados da ocupação de leitos críticos: 89,1% na Região Metropolitana, 79,8% no Oeste e 82,5% no Seridó. Diante da necessidade crescente e tendo em vista a falta de leitos em Natal e região, a Sesap está transferindo pacientes para outras localidades. Hoje, dois pacientes foram levados, de avião, para Pau dos Ferros, onde a estrutura para receber paciente Covid foi ampliada.

“É preciso deixar claro para a população que não é abrindo leitos que vamos resolver essa situação. Se necessário, adotem medidas mais duras do que as recomendadas no decreto estadual. Não vamos fugir de nossas responsabilidades", recomendou a governadora repetindo o que vem dizendo em reuniões anteriores com prefeitos.

O vice-governador Antenor Roberto, que abriu a reunião, disse que o governo vem trabalhando com base em orientações da ciência, daí as recomendações de isolamento social enquanto o Estado não atinge um nível seguro de imunização. “O anúncio de protocolos medicamentosos não reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde, já rechaçados pela comunidade científica, são parte integrante do estímulo para que a população se lance em concentrações, relaxe no uso de máscaras. Passa a consumir a medicação achando que ela traz a imunização da doença. E todo o protocolo internacional já estabeleceu que para a Covid o único protocolo da imunização é a própria vacina.”