Rio Grande do Norte tem 3º pior IDEB do País

Publicação: 2018-11-25 00:00:00 | Comentários: 0
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O Rio Grande do Norte é o estado com o terceiro pior Índice de Desenvolvimento do Ensino Médio no Brasil. Com uma nota de 2,9 no IDEB, como é chamado o índice, o ensino médio da rede pública estadual fica abaixo da meta estimada para o ano, de 3,9. Somente o Pará e a Bahia tiveram notas menores, com 2,8 e 2,7, respectivamente. Em relação ao ensino fundamental, o estado potiguar sustenta índice de 4,6 para os anos iniciais, acima da meta estimada de 4,2; e 3,3 para os anos finais, abaixo da meta de 4 pontos.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi realizado e divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em setembro deste ano. Na hora de realizar os cálculos, são levadas em conta as notas das provas de língua portuguesa e matemática realizadas pelos alunos (SAEB) e a média das taxas de aprovação das séries da etapa (anos iniciais e finais do ensino fundamental; e ensino médio). A média de cada Estado é comparada com metas anuais estimadas em 2007 pelo Ministério da Educação (MEC).

Entre o último IDEB, feito em 2015, e o atual, o Rio Grande do Norte avançou minimamente no que diz respeito ao ensino médio, o seu pior índice. A rede pública estadual passou de uma nota de 2,8 para 2,9 em dois anos. Na avaliação da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), uma das razões que dificultam a melhoria do ensino nessa categoria são os diferentes tipos de alunos que chegam à rede, provenientes do Município, Estado ou escolas privadas. O Estado implementou, ao longo deste ano, escolas de tempo integral em Natal e região metropolitana. A nova modalidade de ensino tem como objetivo aprimorar as notas medidas pelo IDEB.

Investimentos federais
No estudo "Aspectos Fiscais da Educação no Brasil" publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional este ano, constam informações sobre a evolução dos investimentos federais em Educação. Como proporção da Receita Corrente, a despesa federal em educação quase dobrou sua participação, passando de 4,7% para 8,3% no período 2008-2017. Em proporção do PIB, a expansão também foi significativa, passando de 1,1 para 1,8%. A despesa com educação apresentou crescimento acumulado real de 91% no período 2008-2017 (7,4% ao ano, em média), enquanto a Receita Corrente da União cresceu apenas 6,7% em termos reais (0,7% ao ano).

O Brasil gasta atualmente, em educação pública, cerca de 6,0% do PIB, valor superior à média da OCDE (5,5%) - que engloba as principais economias mundiais - e de pares como Argentina (5,3%), Colômbia (4,7%), Chile (4,8%), México (5,3%) e Estados Unidos (5,4%). Cerca de 80% dos países, incluindo vários países desenvolvidos, gastam menos que o Brasil em educação relativamente ao PIB.

Apesar da forte pressão social para a elevação do gasto na área de educação, existem evidências de que a atual baixa qualidade não se deve à insuficiência de recursos. Tal observação não é específica ao Brasil, tendo em vista que já é estabelecida na literatura sobre o tema a visão de que políticas baseadas apenas na ampliação de "insumos" educacionais são, em geral, ineficazes. Mesmo no Brasil existem casos de sucesso, como o do Ceará, que obteve em 2015 o quinto melhor IDEB nos anos iniciais do Ensino Fundamental, mesmo com um gasto inferior à média da própria região Nordeste e à média nacional.

O melhor IDEB municipal do Brasil, nesse mesmo ano, foi do município cearense de Sobral, que aplicava, em 2017, valor inferior à média do próprio estado do Ceará.

Evolução da violência
Em todo o Brasil, em 2017, com o acirramento das disputas entre facções criminosas dentro e fora das unidades prisionais, 63.880 pessoas foram vítimas de homicídios. Um número recorde, correspondente a 165 mortes por dia. Aumento de 3,7% em relação ao ano de 2016. O Brasil está entre os 10 países mais violentos do mundo. Veja abaixo a evolução da violência no Brasil e no Rio Grande do Norte.
Taxa de homicídios (por 100 mil habitantes)

Brasil

2006: 23,0 / 2016: 44,4

Variação: 93,2%

RN

2006: 14,9 / 2016: 53,4

Variação: 256,9%

Número total de homicídios

Brasil

2006: 49.704 / 2016: 62.517

Variação: 129,7%

RN

2006: 455 / 2016: 1.854

Variação: 307,5%

Homicídios de 15 a 29 anos

Brasil

2006: 27.251 / 2016: 33.590

Variação: 23,3%

RN

2006: 234 / 2016: 1.129

Variação: 382,5%

Homicídios de mulheres

Brasil

2006: 4.030 / 2016: 4.645

Variação: 15,3%

RN

2006: 42 / 2016: 100

Variação: 138,1%

Homicídios por arma de fogo

Brasil

2006: 34.921 / 2016: 44.475

Variação: 27,4%

RN

2006: 306 / 2016: 1.569

Variação: 412,7%



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