RN é o 9º do País na produção bruta de ferro e ouro

Publicação: 2019-07-07 00:00:00 | Comentários: 0
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O Rio Grande do Norte é o nono estado do País na produção bruta de ferro e ouro, este último,  originário das áreas de garimpo e contabilizada apenas na produção  beneficiada. Segundo o Anuário Brasileiro Mineral, publicado em 2018 com dados de 2017, nestas condições, a produção de ouro no RN foi de 12.513 toneladas, e a bruta de  ferro,  1.818 toneladas, e a beneficiada foi de 34 kg. 

De onze substâncias metálicas (alumínio, cobre, cromo, estanho, ferro, manganês, nióbio, níquel, ouro, vanádio e zinco)   relacionadas no Anuário, o Rio Grande do Norte aparece na produção de apenas duas: ferro e ouro. 

Os metálicos responderam por 80% do valor total da produção mineral comercializada no Brasil, e as onze substâncias minerais acima corresponderam a 99,6% desse valor ou R$ 88,5 bilhões.

Do total de R$ 88 bilhões da produção mineral comercializada em 2017 dos principais minerais, o RN participou com 0,01% (R$ 5,2 milhões

Scheelita
No Rio Grande do Norte, apesar de sua baixa participação na produção mineral brasileira, já foi o maior produtor de scheelita (ou xelita)  da América do Sul, com a mina Brejuí, no município de Currais Novos, no Seridó potiguar.

Minério fundamental para a indústria bélica durante a Segunda Guerra Mundial, o início a exploração da scheelita em Currais Novos foi em 1943 mas a Mina Brejuí foi construída nove anos depois, em 1954, pela empresa Tomaz Salustino. A atividade levou o desenvolvimento ao município e movimentou toda a economia do município. 

A scheelita é fonte o tungstênio, mineral metálico de largo uso na indústria   metalúrgica, elétrica, mecânica, bélica, aeroespacial, petrolífera e fabricação de canetas.

Com o fim da guerra fria e a entrada da China barateando o preço no mercado internacional,   nos anos 1990, as minas de scheelita no Seridó entraram em plena decadência encerrando um importante ciclo de crescimento econômico na região do Seridó.

Na década de 1970, o Seridó teve produção de scheelita em minas de pequenos a grande portes, além da extração em garimpos nos municípios de Currais Novos, Jucurutu, Angicos (região central), Parelhas,

As minerações em Currais Novos, aos poucos, retomam a atividade exploratória. A Brejuí, por exemplo, que chegou a ser maior produtora da América do Sul, tem potencial, segundos os gestores, para produzir por mais vinte anos. E há interesse de grupos estrangeiros em explorar a atividade.

Por causa da Guerra, os americanos instalaram sua  maior base aérea fora dos Estados Unidos, em Natal, com o objetivo de servir de Trampolim para que suas aeronaves abastecessem na ida para os campos de batalha na Europa, e na volta.

O uso de tungstênio sempre foi estratégico para o governo dos Estados Unidos. As minas que abasteciam os americanos ficavam na Europa e na Ásia e, por causa do conflito, era impossível voos e navegação comercial. A presença americana no Nordeste do Brasil, desde os anos 1940,  teve como objetivo estimular a criação de minas e exploração de novos minérios, entre eles, tantalita, berilo, columbita e scheelita. Todos usados na indústria pesada. 

Em Parelhas, foi montada uma agência de compra de minérios com fornecimento de instrumentos utilizados na escavação como pás e picaretas. Também davam orientação técnica sobre minérios e até carroças para transporte do material extraído foi doado pelos americanos.

Por causa do interesse dos americanos, os trabalhos de prospecção apontaram mais de 600 ocorrências minerais no Seridó, como em Currais Novos com as minas Brejuí, Barra Verde e Boca de Laje, ainda em atividade, e Bodó, na Serra de Santana. As ocorrências também ocorriam na Paraíba. Tudo que os americanos queriam e, por isso mesmo, muitas dessas minas foram exploradas por grupos nacionais e internacionais.





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