RN assume liderança no ranking da violência no Brasil; país teve recorde de homicídios

Publicação: 2018-08-09 11:08:00 | Comentários: 0
A+ A-
O Brasil atingiu em 2017 o maior número de mortes violentas intencionais, como homicídios e latrocínios, da sua história. Foram 63.880 vítimas, o equivalente a 175 por dia, 7 por hora. Os dados foram revelados nesta quinta-feira (9) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo. A taxa de mortes por 100 mil habitantes atingiu a marca de 30,8. Proporcionalmente, o Rio Grande do Norte é o estado mais violento do país.
No quinto dia de rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, presos continuam soltos no interior da unidade e ensaiam novo confronto
Carnificina em Alcaçuz contribuiu para que RN assumisse liderança entre mortes violentas no país

De acordo com os dados levantados, o Rio Grande do Norte assumiu a liderança entre os estados mais violentos do país, com uma taxa de 68 por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre (63,9) e Ceará (59,1). As menores taxas foram constatadas em São Paulo (10,7), Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).

O ano de 2017 foi marcado por brigas entre facções criminosas que causaram, já no primeiro dia do ano, 56 homicídios no interior do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O massacre se repetiria com intensidade similar em Boa Vista, na Penitenciária Agrícola Monte Cristo, onde 33 morreram , e na Penitenciária de Alcaçuz, na Grande Natal, onde ao menos 26 foram mortos .

O contexto de confronto entre essas organizações criminosas, cujos expoentes são o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), permaneceu fora das prisões, elevando o número de assassinatos cometidos nas ruas em diversos estados.

Criminalidade

Outros crimes também registraram alta. As mortes decorrentes de ações policiais chegaram a 5,1 mil, crescimento de 20% em relação a 2016. No período, 367 policiais foram mortos, queda de 4,9%.

Os casos de estupros chegaram a 60 mil no País ao longo dos 12 meses de 2017, alta de 8,5% em relação a 2016.

Estadão Conteúdo

continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários