RN cai no ranking de competitividade e insegurança é apontada como principal causa

Publicação: 2018-09-19 00:00:00
Somando a média de um conjunto de indicadores que vão desde segurança até eficiência da máquina pública, o Rio Grande do Norte ocupa o 19º lugar no ranking de competitividade entre os estados brasileiros. Em 2017, o estado ocupava a 15º posição no cenário nacional. Os dados são do  Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a consultoria Tendência e com a Economist Intelligence Unit (EIU). Os piores indicadores do RN são de segurança pública (24º lugar), solidez fiscal (23º lugar), potencial de mercado (22º posição) e eficiência da máquina pública (21º).

Créditos: Magnus NascimentoInsegurança foi o pior indicador do Rio Grande do Norte em estudo do Centro de Liderança Pública. Estado fica atrás do Ceará, de Roraima e de PernambucoInsegurança foi o pior indicador do Rio Grande do Norte em estudo do Centro de Liderança Pública. Estado fica atrás do Ceará, de Roraima e de Pernambuco

Insegurança foi o pior indicador do Rio Grande do Norte em estudo do Centro de Liderança Pública. Estado fica atrás do Ceará, de Roraima e de Pernambuco

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O ranking é liderado por São Paulo, que obteve 89,1 pontos, seguido por Santa Catarina (76,6), Distrito Federal (73,6), Paraná (69,8) e Rio Grande do Sul (60,4). Com apenas 31,5 pontos, o Acre ocupa o último lugar. O ranking do Nordeste é liderado pela Paraíba (52,87) e Ceará com 51,2 pontos. O Rio Grande do Norte está na quarta posição entre os estados do Nordeste mais competitivos, com 40,6 pontos.

Para a doutora em Logística e professora do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Karla Motta, a situação do ranking precisa ser vista de forma integrada, isto é, com todos os pontos abordados se relacionando entre si.  

“Você abordar dois ou três aspectos não vai solucionar. É necessário que se tenha um conjunto de ações olhando a situação como um todo. Que se faça um planejamento visando, por exemplo, ações para melhoria dos níveis de educação, mas que paralelamente, se crie condições de trabalho para essas pessoas educadas. De forma que, estar em empregadas e atuantes no desenvolvimento do estado seja uma alternativa, que evite e que desestimule a ida para situações de violência”, comentou.

São vários os fatores que puxam o Rio Grande do Norte para baixo. No quesito segurança pública, o estado aparece em 24º posição, perdendo apenas para o Ceará (25º), Roraima (26º) e Pernambuco (27º). Em primeiro lugar, está o estado de São Paulo. No quesito segurança pessoal, o RN figura como o pior entre os estados, em 27º lugar.

Outros quesitos que colocam o RN em uma das piores posições na área da segurança são: baixa atuação do sistema de justiça criminal (23º lugar), baixa segurança patrimonial (21º), mortes a esclarecer (20º) e déficit carcerário (15º).

Para o presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomercio-RN), Gilberto Costa, os índices preocupantes relacionados a falta de segurança pública e o crescimento da violência no RN atrapalham  o desenvolvimento produtivo do estado, gerando um atraso com relação às outras federações.

“Sem segurança, as pessoas não saem às ruas, não consomem, não interagem. A insegurança também aumenta a mortalidade violenta, geralmente atingindo pessoas em idade produtiva, que ou morrem ou ficam inválidas. Outro fator que pesa bastante, sobretudo em um estado onde o turismo tem participação forte na economia como o Rio Grande do Norte, é o fato de que, em um estado onde a insegurança está presente, os turistas se afastam”, comentou.

O reduzido número de voos diretos para o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante; a qualidade das rodovias que cortam o Estado; o tamanho potencial do mercado; a qualificação do trabalhador e a inserção de jovens no mercado baixam o potencial do mercado potiguar, que leva em conta também a taxa de crescimento, foi de 10,6 pontos, abaixo dos 38,1 da média nacional. O RN ficou na 22º posição entre os estados.

O custo do legislativo, do judiciário, do executivo e a eficiência do Executivo, de acordo com o PIB, colocam o Rio Grande do Norte na 21º posição, com 58,4 pontos. A média nacional foi de 64,1 pontos. 

Ranking
O Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), Economist Intelligence Unit e Tendências Consultoria Integrada, organizam, desde 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados, uma ferramenta que busca pautar a atuação dos líderes públicos na melhoria da competitividade dos seus estados. O ranking analisa 10 pilares estratégicos, com base em 68 indicadores, que são reavaliados a cada ano, para fornecer uma visão sistêmica da gestão pública estadual
números

Nota geral
40,6 foi o índice do RN

19º foi a posição no ranking

49,4 foi a média do Brasil

Ranking dos estados
Nordeste

1º - Paraíba  (52,7)

2º - Ceará (51,2)

3º - Alagoas (42,5)

4º - Rio Grande do Norte (40,6)

5º - Pernambuco (39,6)

6º - Piauí (37,9)

7º - Bahia (37,7)

8º - Sergipe (33,5)

9º - Maranhão (32,6)


Indicadores
Segurança pública

Índice 16,7

24º posição no ranking nacional

52,3 foi a média

Solidez Fiscal
Índice 52,0

23º posição

71,2 foi a média nacional

Potencial de mercado
Índice 10,6

22º foi a posição no ranking

38,1 foi a média do Brasil

Eficiência da Máquina Pública 58,4

21º posição no ranking nacional

64,1 foi a média nacional









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