RN continua com a quinta maior taxa de desocupação do Brasil e a terceira do Nordeste

Publicação: 2020-10-24 00:00:00
O Rio Grande do Norte continua com a quinta maior taxa de desocupação do Brasil e a terceira do Nordeste. Em setembro, o percentual apurado para o RN na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19 foi de 16,8%, praticamente estável em relação ao mês de agosto, quando a taxa chegou a 17%. No ranking nacional essa taxa só não supera os estados  da Bahia (19,6%); Maranhão (19,2%); Amazonas (18,2%) e Amapá (17,4%). O levantamento mostra que 238 mil pessoas, em todo o Estado, buscavam emprego no mês passado. No início da pesquisa, em maio, a taxa era de 12,3% e 173 mil pessoas estavam desocupadas. Portanto, quatro meses depois, 65 mil potiguares a mais passaram a pressionar o mercado de trabalho por uma vaga de emprego.

Créditos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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No País, a taxa de desemprego aumentou de 13,6% em agosto para 14,0% em setembro, maior resultado da PNAD Covid-19 mensal, desde maio. Em setembro, a população ocupada totalizou 82,934 milhões de pessoas, um aumento de 1,0% em relação a agosto, 793 mil vagas a mais. No entanto, o total de ocupados ainda não retomou o patamar de maio, quando somava 84,4 milhões de pessoas. No Rio Grande do Norte, somava no mês passado 1,176 milhão de pessoas ocupadas. Em maio, o contingente era de 1.232 milhão,  uma queda de cerca de 4,54%.

Já a população desocupada no País cresceu de 12,9 milhões em agosto para 13,5 milhões de pessoas em setembro, um aumento de 4,3% ante agosto, cerca de 560 mil pessoas a mais. Em relação a maio, quando teve início a pesquisa, a população desempregada saltou 33,1%.
 "A população desocupada aumenta continuamente desde o início da pesquisa. Com a questão do relaxamento do isolamento social e a redução de casos de covid diários, as pessoas começaram a não ter mais a pandemia como principal motivação para não procurar trabalho. Claro que há outros motivos, mas ela deixa de ser a principal motivação", apontou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O contingente de inativos diminuiu de 75,2 milhões em agosto para 74,1 milhões em setembro, uma redução de 1,5%. Entre os inativos, 26,1 milhões gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, sendo que 16 milhões deles argumentaram que não procuraram uma vaga devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade.

A taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,9%, ante um resultado de 11,8% entre os homens. A taxa de desemprego aumentou 0,7 ponto porcentual em relação a agosto entre as pessoas de cor preta ou parda, para 16,1% em setembro. Já a taxa de desocupação dos brancos ficou estável em 11,5%.

Afastamento do trabalho
Em setembro, 65 mil pessoas ocupadas permaneciam afastadas do trabalho em razão do distanciamento social no Estado. Isso representa 5,5% das pessoas ocupadas no Rio Grande do Norte, a segunda maior proporção entre os estados do Nordeste e uma das cindo maiores do Brasil. O número tem caído mês a mês desde o início da pesquisa em maio, quando 272 mil pessoas estavam nessa condição. Em agosto, eram 84 mil trabalhadores afastadas do trabalho em razão do distanciamento social.

No Nordeste, 4,2% da população ocupada continua em distanciamento social, isto é, 773 mil pessoas. No Brasil, 3,6% da população ocupada estavam nessa condição em setembro. Em números absolutos, são 3 milhões de pessoas. No geral, dos 82,9 milhões de ocupados em setembro, 5,4 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência.  Também no País, os indicadores vêm caindo desde o início da pandemia devido à redução das medidas de isolamento. 

Elaborada para acompanhar o período de pandemia, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19 apresenta dados sobre saúde, trabalho e outros tópicos relacionados ao período. Mensalmente, o IBGE divulga os resultados da pesquisa para Brasil, grandes regiões e unidades da federação.


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