RN deve receber mais vacinas hoje

Publicação: 2021-01-24 00:00:00
Prevista para chegar neste domingo (24) ao Rio Grande do Norte, a primeira remessa da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford deverá concluir a primeira etapa de vacinação em todos os profissionais da saúde do Estado. Eles foram incluídos no grupo de risco que deverá ser imunizado neste primeiro momento, de acordo com o Plano Estadual de Operacionalização para a Vacinação contra a doença.

Créditos: Fernando Frazão/Agência BrasilGoverno brasileiro recebeu 6,8 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca/Oxford na noite da sexta-feira (22) e prometeu entrega aos estados hojeGoverno brasileiro recebeu 6,8 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca/Oxford na noite da sexta-feira (22) e prometeu entrega aos estados hoje

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN), a expectativa é que o Ministério da Saúde encaminhe 31.500 doses do imunizante para complementar a vacinação iniciada nesta semana com a Coronavac, desenvolvida numa parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, ligado ao Governo de São Paulo. “A expectativa é que seja possível, sim, contemplar todos os profissionais da saúde", informou a Sesap em nota.
     A eficácia da vacina desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford, segundo dados divulgados por especialistas britânicos, é de 70%. Isso significa que 7 a cada 10 pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando a segunda dose é aplicada, 12 semanas após a primeira, esse número sobe para 80%. Esse é o prazo esperado para chegar um novo lote do imunizante. 

“Por isso receberemos as segundas doses dela depois. A distribuição aos municípios acontecerá da mesma maneira que ocorreu com a da Coronavac e espera-se que em até 72h possam iniciar a vacinação", frisou a Sesap.

   Esse primeiro lote do imunizante da Astrazeneca/Oxford, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chegou ao Brasil na noite da última sexta-feira (22) com 2 milhões de doses para serem distribuídas para todo o país, sendo 5% para o Estado do Amazonas, onde o a situação é considerada mais grave. Elas foram fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, e eram aguardadas desde o sábado (16), mas tiverem atraso no envio por questões internas daquele país.

O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, das Comunicações, Fábio Faria, do embaixador da Índia, Suresh Reddy, e da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

     Segundo o ministro da Saúde, todos os Estados receberão suas vacinas no período de 24h após o início da distribuição que estava previsto para o final da tarde deste sábado (23). A carga foi transferida do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. De lá, seguiram em caminhões refrigerados para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), responsável por preparar toda a etiquetagem e a conferência do material recebido, separar os lotes e liberar para que sejam transportadas para todos os Estados.

    “A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro", disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea. 

Toda a logística de distribuição ficou sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, utilizando a mesma estratégia da distribuição das primeiras doses da vacina Coronavac, cujo segundo lote já foi aprovado pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em caráter emergencial e experimental.

A diferença da análise do segundo lote para o primeiro está no fato de que o envase e os processos de rotulagem e embalagem ocorrem no Instituto Butantan. Serão mais 4,1 milhões de doses produzidas na China pela farmacêutica Sinovac, que envia para esses procedimentos na sede do centro de pesquisa paulista.










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