RN inicia temporada de verão com todas 33 praias próprias para banho

Publicação: 2019-12-24 00:00:00 | Comentários: 0
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O Rio Grande do Norte inicia a temporada de veraneio com todas as suas praias avaliadas pelo Programa Água Azul como próprias para banho. Essa é a primeira vez, desde novembro passado, que todas as 33 praias analisadas pelo Programa, que baseia sua avaliação na quantidade de coliformes fecais encontrados nas águas, apresentam resultados positivos.

Créditos: Alex RegisPraia do Forte é ocupada por banhistas e também por praticantes de kitesurf, natação, caminhadas e treinamentos funcionaisPraia do Forte é ocupada por banhistas e também por praticantes de kitesurf, natação, caminhadas e treinamentos funcionais
Temporada de verão se inicia e leva turistas e potiguares à orla. Boletim de balneabilidade traz a situação de praias do RN

O estudo é feito em parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Norte (Idema), Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico (Funcern). Semanalmente, às sextas-feiras, é divulgado o boletim de balneabilidade, que traz a situação de cada um dos pontos analisados, situados entre os municípios de Nísia Floresta, Extremoz e Natal. 

Desde o mês de julho, quando as manchas de óleo começaram a aparecer no litoral Nordestino, as preocupações sobre a balneabilidade das praias passaram a ser uma preocupação central para a maior parte dos banhistas. 

No entanto, o mais recente relatório divulgado pelo Gabinete de Gestão Integrada de Incidentes, que analisa a situação das praias onde as manchas foram avistadas, registra que apenas a praia de Barra de Tabatinga, no litoral Sul, teve registro recente de aparecimento de óleo, "na forma de pequenos pontos/bolotas, classificados como vestígios esparsos", diz o relatório. 

O relatório também reitera que “de acordo com os monitoramentos das instituições IBAMA, Defesa Civil e Marinha, o cenário potiguar quanto ao aparecimento de óleo nas praias, está melhorando, pois se reduziu a quantidade de praias com vestígios de óleo e, quando ocorrem vestígios, observa-se que também os quantitativos de óleo são reduzidos". 

Sem aparecimentos de óleo registrados na capital potiguar no último mês, os órgãos responsáveis pela limpeza das praias viram a atenção para outro grande problema do litoral durante o período com a maior quantidade de turistas por ano: a sujeira causada por seres humanos.

Na praia de Areia Preta, na manhã dessa segunda-feira (23), o casal de italianos Francesco Barba, 66, e Anna Maria, 69, conta que os restos de lixo, principalmente de plástico, lhes chamou a atenção no litoral. “Estamos vendo equipes de limpeza, e a praia está muito limpa. Quando vemos sujeira, são canudos, lixo de seres humanos”, relata o professor aposentado de história e filosofia. 

Há oito anos, Francesco e Anna vêm ao Brasil anualmente durante o período de inverno europeu, que vai de dezembro a fevereiro, em busca de fugir do frio da Europa. “Nossa segunda casa é em Ilhéus, na Bahia. Visitamos vários estados, e vemos que no Sergipe era um dos que mais aparecia as manchas. Aqui, ainda não vimos nada do tipo”, completa Francesco. 

De acordo com o supervisor de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Leonardo Almeida, semanalmente, equipes da Urbana estão nas praias fazendo a limpeza. Em Ponta Negra, por exemplo, há equipes diárias.

No período do verão, a Semurb é responsável por coordenar a Operação Verão, que integra diversas secretarias da Prefeitura de Natal a fim de fiscalizar a situação das praias da capital. Iniciada em dezembro, a primeira fase da operação consistiu na fiscalização e notificação dos comerciantes, quiosqueiros e vendedores ambulantes que desrespeitavam as regras do ordenamento da Praia de Ponta Negra. 

Ao todo, foram feitas 28 notificações e duas audiências internas com os intimados, para esclarecimentos. De acordo com Leonardo, a ideia é que o primeiro momento seja de conscientização, para que as pessoas respeitem as regras definidas pelo ordenamento, como o número máximo de 15 jogos de mesas e cadeiras na faixa de areia por cada quiosque. “Posteriormente, caso as pessoas que foram notificadas não tomem providências, aí entraríamos com ações mais coercitivas, como a multa ou apreensão de mercadorias, no caso de vendedores irregulares”, explica. 

O ordenamento de Ponta Negra prevê, dentre outras coisas, que vendedores ambulantes não podem estabelecer um ponto fixo de venda, tendo que circular pela praia com as mercadorias. Além disso, determina que a área destinada à prática de esportes náuticos também não deve ser ocupada pelos quiosqueiros, algo que costuma acontecer nos dias de maior movimento da orla. 




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