RN isola paciente e apura se há suspeita de coronavírus

Publicação: 2020-02-13 10:38:00
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A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte está averiguando um caso que poderá ser o primeiro suspeito do coronavírus. Em nota encaminhada na manhã desta quinta-feira (13), a Sesap explicou que ainda estão sendo analisados critérios para afirmar se o caso é ou não suspeito de coronavírus.
Créditos: Adriano AbreuGiselda Trigueiro é hospital indicado para apurar se casos são suspeitos de coronavírusGiselda Trigueiro é hospital indicado para apurar se casos são suspeitos de coronavírus

Na noite da quarta-feira (12), um homem de Baía Formosa deu entrada no hospital Giselda Trigueiro com sintomas de gripe. No local, o paciente, que está em tratamento de câncer, informou que teve contato com chineses e, então, foi à unidade. Não há a informação precisa sobre quem eram os chineses, tampouco há quanto tempo estão no país ou de qual cidade da China eles vieram para o Rio Grande do Norte. O paciente, no entanto, informou que não havia saído do estado recentemente.

Ao chegar ao hospital, que é o centro de referência para aferir e tratar casos suspeitos de coronavírus no Rio Grande do Norte, o paciente foi isolado e está em observação. A Sesap, no entanto, disse que ainda não tem como definir se tratará o caso como suspeito de coronavírus.

"A Sesap informa que no momento está apurando os fatos para que possa inferir se há ou não um caso suspeito de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus, uma vez que para ser considerado caso suspeito esse deverá atender aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. No momento as investigações estão em curso e ainda não há informações precisas", disse a Sesap através de nota.

Prevenção

Diante da situação de emergência global pelo coronavírus decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Rio Grande do Norte reativou o Comitê de Emergência para Eventos em Saúde no Estado no fim de janeiro, com o objetivo de monitorar a possibilidade de chegada do vírus em território potiguar. O Estado foi a primeira unidade federativa a elaborar um protocolo de fluxo e manejo de pacientes com suspeita ou confirmação do novo vírus.

A princípio, dois hospitais serão referência para o atendimento aos casos suspeitos no RN: o Hospital Giselda Trigueiro e o Maria Alice Fernandes, ambos na capital potiguar. Caso seja necessário, a Secretaria afirma que duas outras unidades estão preparadas para atender aos casos mais graves, o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, e o Hospital de Caicó.

No protocolo publicado pela Sesap, assinado pelo infectologista André Prudente, diretor do Giselda Trigueiro, são expostos alguns dos sintomas que podem contribuir para que o caso seja definido como suspeito de coronavírus. Apesar de serem semelhantes aos de doenças respiratórias e outras viroses, os sintomas que apontem para sepse, choque séptico e síndrome da angústia respiratória aguda devem ser manejados em unidades de terapia intensiva.

Além disso, o documento determina medidas de proteção e controle consideradas fundamentais para diminuir as chances de disseminação da doença para outros indivíduos. Precauções padrão como higienização das mãos e uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPI) que evitem contato com sangue, secreções e lesões cutâneas devem ser adotadas, bem como medidas que diminuam o risco de acidentes com materiais perfurocortantes.

As indicações são de se fornecer máscara cirúrgica ao paciente (desde que não esteja com dispneia) e afastá-lo dos demais doentes, além de instruí-lo a cobrir boca e narinas ao espirrar ou tossir com lenços ou cotovelo flexionado, além de higienizar as mãos sempre que entrar em contato com secreções. Os profissionais devem ficar afastados em dois metros até que esteja com os EPIs necessários.

Veja como se dá a transmissão do vírus

Como o novo coronavírus é transmitido?
As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa está ocorrendo.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

Gotículas de saliva;
Espirro;
Tosse;
Catarro;
Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Como prevenir o novo coronavírus?
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;

Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

Manter os ambientes bem ventilados;

Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;

Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Quais são os sintomas do novo coronavírus?
Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas são:
Febre.

Tosse.

Dificuldade para respirar.

Como deverá ser a dinâmica de atendimento
Créditos: ReproduçãoFluxo de atendimento Sesap - coronavirusFluxo de atendimento Sesap - coronavirus












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