RN lidera casos de dengue na região

Publicação: 2017-02-03 00:00:00
Um boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem aponta o Rio Grande do Norte como o quarto estado no Brasil e o primeiro no Nordeste em número de casos de dengue por 100 mil habitantes, em 2016. Foram 1.670 casos a cada 100 mil habitantes. O total só fica abaixo dos identificados em Minas Gerais  (com 2.531 casos a cada 100 mil habitantes), Goiás (com 1.845 casos a cada 100 mil habitantes) e Mato Grosso do Sul (com 1.684 casos a cada 100 mil habitantes).
Ação de combate ao mosquito transmissor: Não acumular água a céu aberto é um dos caminhos

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O boletim indica que a epidemia de dengue ocorreu em todas as regiões do País. Mas essa não foi a única doença a afetar a população.

A previsão da tríplice epidemia se confirmou. Em 2016, o País conviveu com epidemias simultâneas: dengue, chikungunya e zika. Ao todo, foram 2,175 milhões de casos de infecções, com 846 mortes. Chama a atenção o expressivo número de óbitos provocados por chikungunya.

Durante 2016, 196 pessoas morreram em razão da infecção, 14 vezes mais do que o registrado em 2015, com 14 óbitos Quando o vírus foi confirmado no País, autoridades sanitárias afirmavam que a doença trazia pouco risco de morte. A zika, outra doença também que era tida como "prima fraca" da dengue, provocou 8 mortes.

A chikungunya afetou sobretudo o Nordeste. Sete de nove Estados apresentaram níveis considerados muito altos, com incidência superior a 300 casos por cada 100 mil habitantes. No Sudeste, a maior incidência ocorreu no Rio, com 108 casos a cada 100 mil habitantes.

Os casos de zika foram em menor número: 215.319. A maior incidência foi no Mato Grosso (671 casos por 100 mil), Rio de Janeiro (414 casos por 100 mil) e Bahia (340 por 100 mil).

Chikungunya
Reportagem da TRIBUNA DO NORTE publicada em janeiro mostra que, no Rio Grande do Norte, foram confirmadas 33 mortes por chikungunya no ano passado, contra dez ocasionadas por dengue grave e quatro pelo zika vírus. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap/RN), foram perdas evitáveis. E essa situação pode se repetir neste ano, alertam os especialistas.

Mais dinheiro para combater ao Aedes aegypti e um novo guia de manejo clínico foram anunciados recentemente na tentativa de evitar a epidemia. Diferente do zika vírus e dengue, o paciente com chikungunya pode sentir as sequelas da doença por até dois anos segundo a literatura médica. 

As chuvas de verão e o tempo quente são a combinação ideal para a reprodução do mosquito transmissor dessas doenças. Não acumular água a céu aberto ainda é o princípio fundamental para evitar a proliferação do aedes.

*Com informações da Agência Estado.