RN lidera ranking de capacidade instalada de energia eólica

Publicação: 2020-06-25 00:00:00
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O Rio Grande do Norte lidera o ranking dos estados com maior capacidade instalada de usinas eólicas em operação comercial no Brasil. Informações referentes a abril do estudo InfoMercado Dados Gerais, elaborado e divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, mostra que o Estado tem capacidade de gerar com 4.358,38 MW de energia. De acordo com informações do Centro de estratégias em Recursos Naturais e Energia do RN (Cerne), de fevereiro deste ano, o RN tem 156 usinas em operação, seis em construção, 12 projetos vencedores de leilão e 56 projetos contratados, mas sem construção iniciada.

Créditos: Adriano AbreuNos últimos dez anos, a energia eólica trouxe investimentos da ordem de R$ 15 bilhões para o RNNos últimos dez anos, a energia eólica trouxe investimentos da ordem de R$ 15 bilhões para o RN


Na lista dos cinco estados que mais concentram capacidade de geração de energia por meio da força dos ventos ainda estão quatro estados do Nordeste (Bahia, Ceará,  Piauí e Pernambuco) e um da região Sul (Rio Grande do Sul) o que ressalta a predominância do Nordeste neste tipo de fonte. Nos últimos dez anos, a energia eólica trouxe investimentos da ordem de R$ 15 bilhões para o RN, com instalação de parques nos municípios de Bodó, Parazinho, São bento do Norte, Pedra Grande, São Miguel do Gostoso, João Câmara e Alto do Rodrigues.

Ao todo, as eólicas tiveram uma geração de energia, durante o mês de abril deste ano, de 4.220 MW médios, o que corresponde a 17% de aumento em relação ao mesmo mês no ano passado. Os números comprovam a tendência de crescimento da fonte, mesmo com a queda de 11,8% no total de energia gerada no Sistema Interligado Nacional – SIN.

Consumo
O  InfoMercado mostra que o consumo de energia caiu 11,9%, na comparação anual, saindo de 65.186 MW médios em abril de 2019 para 57.442 MW médios no mesmo mês deste ano. O mercado regulado apresentou queda de 11,3%, para 40.473 MW médios, enquanto o mercado livre viu a demanda recuar 13,2%, para 16.970 MW médios, comportamento explicado pela migração de consumidores e pelas medidas restritivas contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. 

As principais variáveis que influenciaram esta queda foram menos temperatura, calendário com um dia útil a menos e menos economia. No caso da temperatura, os submercados Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram temperaturas inferiores em relação ao ano passado. Nos demais submercados houve pouca variação na temperatura. No caso do calendário, o mês de abril deste ano, além de um dia útil a menos do que o ano passado, teve uma emenda de feriado.

No tocante à economia, em relação ao mesmo período de 2019, a produção industrial brasileira de abril/2020 registrou queda de 27,2% no mês e acumula queda de 8,2% no ano. De todos os 25 setores analisados, apenas os ramos de produtos alimentícios, higiênicos e perfumaria e de papel obtiveram variação positiva em relação ao ano anterior.

O impacto causado pela covid-19, principalmente após o isolamento social adotado como medida essencial de combate, a partir do dia 27 de março, intensificou a queda. Conforme estudos realizados e atualizados semanalmente pela CCEE, a retração no consumo iniciou-se a partir da segunda quinzena de março e continuará enquanto mantido o isolamento social, gerando incertezas sobre seus desdobramentos, e, portanto, impactando as projeções de crescimento da economia.

Geração
No mês, a geração registrou 57.537 MW médios, 11,8% inferior ao mesmo mês do ano passado. Na comparação da geração e variação por tipo de fonte de energia, destaca-se o aumento nas gerações fotovoltaica e eólica de 40% (477 MW para 669 MW) e 17%  (3.606 MW para 4.220 MW), respectivamente.






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