Economia
RN precisa maximizar atrativos na área solar
Publicado: 00:00:00 - 20/09/2015 Atualizado: 09:55:40 - 19/09/2015
A energia solar pode não representar uma grande fatia da matriz elétrica brasileira (0,01% do total), mas, sua expansão é franca e o mercado deve continuar aquecido, mesmo  com a perda do grau de investimento do Brasil e alta do dólar em relação ao real, por exemplo. E, nesse cenário de crescimento, o papel nordestino é fundamental, pelo potencial e o número de projetos contratados para a região. Para especialistas do setor, o RN precisaria, contudo, de uma maior integração política-governamental para maximizar seus atrativos.
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    As afirmativas são de Rodrigo Sauaia, diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). De acordo com ele, o Governo do RN precisaria encaminhar um plano  econômico e estrutural específico para o Estado. “Isso é que define a competitividade. É o que precisa ser trabalhado para ter oportunidades de negócios, empregos, desenvolvimento de tecnologia. Os empreendedores avaliam os benefícios internos que os Governos oferecem”, afirmou.

    Para o diretor da Absolar, o Rio Grande do Norte tem um grande potencial solar e, inclusive, já apresenta alguns projetos em construção. “O setor fotovoltaico está na contramão da economia. Estamos vivendo um momento de crescimento, de atividades intensas. A energia solar está se estabelecendo no país. E o RN já faz parte desse interesse. Os  empreendedores consideram a região como um pólo estratégico”, pontuou Sauaia. E ressaltou: “o que precisa ser trabalhado é a oportunidade para estes negócios, para que exista a geração de empregos, a crítica de tecnologia e a permanência do investimento”. 

    Segundo dados da Absolar, os projetos contratados nos dois primeiros leilões nacionais – outubro/2014 e agosto/2015 – já estão em fase de implementação e devem garantir uma ampliação de atuais 30 MWp (MW de potência pico) de capacidade instalada para 2,1 GWp (1.048 MW de potência pico comercializada em 2014 e 1.044 Mwp em 2015). Isto, até 2017, que é o prazo final para a conclusão desta etapa inicial do processo pré-geração.

    Conforme Sauaia, com essa geração, “podemos imaginar uma participação na matriz elétrica beirando os 1%”. Tal percentual de participação, conforme os planos do Governo Federal para o setor elétrico, nos próximos dez anos, deve ser ampliado. O Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE 2024, divulgado nesta semana e disponibilizado para consulta pública, prevê o alcance de 7 GWp até o fim deste prazo, ampliando a parcela da energia solar na matriz elétrica para 3,3% da capacidade instalada total. 

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