RN retoma liderança na produção de camarão

Publicação: 2018-09-28 00:00:00 | Comentários: 0
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Ricardo Araújo
Editor de Economia

Após anos ocupando o segundo lugar na produção nacional de camarão atrás do Ceará, o Rio Grande do Norte voltou à dianteira. Em 2017, conforme dados da Produção da Pecuária Municipal (PPM) publicado nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado encerrou o ano com 15,4 toneladas do crustáceo produzidas. O Rio Grande do Norte respondeu, ao longo do ano passado, por 37,68% da produção brasileira de camarão. O valor da alcançado com a comercialização do produto foi de, aproximadamente, R$ 398,9 milhões. O estado também se destacou na produção de larvas de camarão, com 6,2 milhões de milheiros – equivalente a 57,53% da produção nacional.

Investimentos no desenvolvimento de pesquisas e insumos para controle da mancha branca propiciou ampliação da produção no RN
Investimentos no desenvolvimento de pesquisas e insumos para controle da mancha branca propiciou ampliação da produção no RN

O Ceará passou a ocupar a segunda posição com 11,8 toneladas de camarão produzidas, conforme levantamento do IBGE. A temida mancha branca, doença que ataca o camarão, é apontada como a principal causa para a queda na produtividade cearense do crustáceo. “O Ceará foi duramente afetado pela mancha branca e reduziu a produção. No Rio Grande do Norte, houve uma união dos produtores, uma luta e empenho muito grandes para aplicarmos tecnologia para convivermos com a mancha branca e reduzirmos as perdas. E tem dado certo. Nós nos tornamos exemplos para outros estados criadores”, destacou Itamar Rocha, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC).

A retomada da primeira posição no mercado nacional de camarão tem impulsionado as negociações em torno da exportação do crustáceo produzido no Rio Grande do Norte. De 2003 a 2016, as exportações pelo estado potiguar caíram drasticamente: 99,1%. “Estamos trabalhando para voltarmos a exportar e a retomar o crescimento do setor usando estruturas da Rua Chile, na Ribeira, que hoje estão paradas. Empresas internacionais estão investindo em nossa produção”, declarou Itamar Rocha. A expectativa é que o mercado internacional seja reconquistado ao longo de 2019.

Para isso, as negociações deverão ocorrer ao longo da próxima edição da Feira Nacional do Camarão, a Fenacam, que voltou a ser realizada no Rio Grande do Norte após anos no Ceará. O evento, que segundo Itamar Rocha deverá ser um dos maiores já realizados, ocorrerá de 13 a 16 de novembro no novo pavilhão do Centro de Convenções, na Via Costeira, em Natal. “Temos cerca de 100 empresas, entre nacionais e internacionais, com estandes comprados para expor produtos ligados ao setor. Será um grande evento”, afirmou.

Destaques no RN
A Pesquisa da Pecuária Municipal possui como informantes entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados diretamente ou indiretamente à produção, comercialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária dos Municípios. No Rio Grande do Norte, conforme apontado pelo IBGE, o rebanho bovino em 31 de dezembro do ano passado era composto por 870 mil cabeças.

De janeiro a dezembro de 2017, foram produzidos 239.044 litros de leite no estado. O valor da produção atingiu R$ 406.465 milhões no período. A produção de ovos de galinha foi de 49.295 milhões de dúzias e 639 mil dúzias de ovos de codorna. Na psicultura, a tilápia foi destaque com 2.122 toneladas produzidas. Os números apresentados na pesquisa do IBGE são comparados com os de 2016.

Confira os destaques da PPM 2017 no RN Camarão
15,4 toneladas produzidas (37,68% da produção nacional). Acréscimo de 5,31% a partir de novas técnicas de produção. O RN passou a ocupar o primeiro lugar nacionalmente. Dos 20 municípios maiores produtores de camarão, oito são potiguares: Canguaretama, Arês, Mossoró, Senador Georgino Avelino, Nísia Floresta, Tibau do Sul, Guamaré, Pendências.

Larvas de camarão
6,2 milhões de milheiros (57,53% da produção nacional). O maior produtor do Brasil é o município potiguar de Canguaretama, com 3,2 milhões de milheiros. Touros e Nísia Floresta também são destaque;

870 mil cabeças no rebanho bovino (aumento de 3,47%);

264,5 mil suínos (queda de 3,29%);

469,9 mil caprinos (aumento de 3,77%);

851,1 mil ovinos (crescimento de 0,85%);

174 toneladas de mel de abelha (queda de 14,25% devido aos fatores climáticos – seca);

2.122 toneladas de tilápia (redução de 9,10% devido principalmente a disponibilidade de água).


FONTE: Produção da Pecuária Municipal 2017 / IBGE








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