Natal
RN soma 1.644 casos confirmados e 72 mortes em decorrência de novo coronavírus
Publicado: 12:23:00 - 06/05/2020 Atualizado: 12:49:40 - 06/05/2020
O Rio Grande do Norte chegou, nesta quarta-feira (6), a 1.644 casos confirmados de coronavírus e 72 mortes causadas pela Covid-19, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). O secretário-adjunto Petrônio Spinelli considerou que os números indicam "uma situação realmente grave". "É o pior dia desde o início da pandemia não só pelo avanço dos números, mas pela pressão dos leitos hospitalares e mortes registradas em cidades pequenas", afirmou.
Elisa Elsie
Petrônio Spinelli, secretário adjunto de Saúde do RN

Petrônio Spinelli, secretário adjunto de Saúde do RN


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Nas últimas 24 horas, quatro mortes foram confirmadas como Covid-19. Nenhuma delas foi nas cidades de Mossoró e Natal, que registram a pior situação de coronavírus no Rio Grande do Norte. As mortes foram em Tabuleiro Grande, Serra Negra do Norte, Areia Branca e Ipanguaçu - nesse caso, trata-se da confirmação da paciente que foi a óbito no dia 2 de maio após 24h internada a espera de um leito com respirador, noticiada pela TRIBUNA DO NORTE nesta quarta-feira.

Outras 25 mortes estão em investigação. A maioria das vítimas também não eram moradores das cidades com o maior número de casos. "Isso mostra que não tem cidade que a doença não esteja circulando. Tabuleiro Grande não tinha nenhum caso confirmado e o primeiro registro foi uma morte. É preciso acabar com a ilusão de que há cidades seguras", afirmou Spinelli.

As vítimas confirmadas nas últimas 24 horas eram três mulheres e um homem. Todos estavam acima dos 70 anos de idade. "Isso mostra claramente que quando a epidemia vai para a periferia e interior, os óbitos são de pessoas mais idosas, como em todo o mundo", destacou o secretário-adjunto.

O número de internados em leitos críticos dos hospitais estaduais chegou a 52, sendo a maioria no Hospital Regional Giselda Trigueiro, que está com apenas 1 leito disponível, e nos hospitais de Mossoró (Tarcísio Maia e São Luiz), também praticamente lotados. O boletim epidemiológico indica uma ocupação de 42% do número total de leitos, mas Spinelli ressaltou que essa estatística considera os leitos de hospitais que são reservados a casos mais específicos de coronavírus, como leitos para grávidas, pacientes com fratura, infantil e neonatal. "Isso é algo que vai ser corrigido nos próximos boletins porque também cria uma ilusão", concluiu.


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