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Natal
RN tem 14 casos da gripe influenza
Publicado: 00:00:00 - 21/06/2016 Atualizado: 20:44:52 - 20/06/2016
O Rio Grande do Norte registrou 14 casos confirmados da gripe Influenza H1N1 em 2016, de acordo com o boletim epidemiológico número 20 do Ministério da Saúde, que corresponde aos registros acumulados até o dia 21 de maio, pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). No boletim anterior,  o RN tinha registro de 13 casos confirmados. No entanto, no início do ano, entre 03/01 a 27/02, não havia registro da doença no Estado. Ao todo, seis pessoas já morreram em decorrência da influenza neste ano. Em 2015, nenhuma pessoa havia perdido a vida em virtude da patologia no mesmo período.

 O levantamento aponta o salto das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), onde estão classificadas a H1N1 e demais tipos de gripe oriundas do vírus Influenza. Em 2016, já são 192 casos, contra 69 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 178% no número de casos. As mortes saltaram de 3 em 2015 para 23 este ano.

Ainda segundo o levantamento, o número ainda pode aumentar, uma vez que 107 casos suspeitos e quatro óbitos permanecem em investigação, sem a SRAG confirmada. Ainda segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos óbitos registrados por Influenza até o dia 21 maio em todo o país foi de pessoas com idade igual ou maior de 60 anos (192). Na sequência, estão dois grupos de risco para a doença, que são pessoas portadoras de doenças cardiovasculares crônicas (145) e pneumopatas (123). No RN, contudo, os profissionais de saúde indicam um perfil diferente.

“Aqui, a maior parte dos casos é de crianças entre 0 e 5 anos. Estamos no período do ano em que há o crescimento de registro das doenças respiratórias e, por terem um sistema imunológico mais sensível, elas terminam sendo as que mais aparecem com a doença”, explicou Zuleika Dantas, enfermeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Cidade da Esperança.

E os números poderiam ser ainda maiores. Isso porque a metodologia adotado pelo Ministério da Saúde mudou. “Antes, nós notificávamos todos os casos. Mas depois desta resolução do MS, apenas os casos de maior gravidade, aqueles que necessitam de internação, são notificados. Para os casos suspeitos que apresentam sintomas mais leves, onde paciente pode fazer o tratamento em casa, nós fazemos apenas o acompanhamento. A H1N1 se tornou uma doença comum , como as demais gripes que já eram conhecidas”, explicou Simone Alli, coordenadora do Núcleo de Saúde Coletiva do Hospital Municipal de Natal. A Sesap não repassou informações relativas ao perfil das mortes confirmadas no Rio Grande do Norte.

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