RN tem a 5ª maior taxa de desocupação do Brasil e a 3ª no Nordeste, aponta IBGE

Publicação: 2020-09-24 00:00:00
O Rio Grande do Norte tem a quinta maior taxa de desocupação do Brasil e a terceira do Nordeste. Em agosto, o percentual apurado para o RN na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19 foi o maior desde maio deste ano: 17%. No ranking nacional essa taxa só não supera os estados  Bahia e Maranhão (18,1%); Amazonas (17,9%) e Amapá (17,3%). O levantamento mostra que 235 mil pessoas, em todo o Estado, buscavam emprego no mês passado. No início da pesquisa, em maio, a taxa era de 12,3% e 173 mil pessoas estavam desocupadas. Portanto, 62 mil potiguares a mais passaram a pressionar o mercado de trabalho por vaga.

Créditos: Alex RégisEm agosto, 62 mil potiguares a mais, que no mês de maio, passaram a buscar vaga de empregoEm agosto, 62 mil potiguares a mais, que no mês de maio, passaram a buscar vaga de emprego

Enquanto a taxa de desocupação cresce mensalmente, o número de pessoas que não procuram trabalho “em razão da pandemia ou porque não havia trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar” diminuiu. Em julho, eram 449 mil pessoas; em agosto, a quantidade de pessoas nessa situação diminuiu para 404 mil. Em maio, era 420 mil. Essas pessoas compõem um dos grupos que estão fora da força de trabalho, porque não têm ocupação nem tomaram providência efetiva para retornar ao mercado.

A análise dos dados mostra que a taxa de desocupação no Estado está 3,4 pontos percentuais acima da registrada no Brasil em agosto (13,6%, a maior da série  Pnad covid19 mensal) e 1,3 p.p acima da que foi verificada no Nordeste. Em agosto, a população ocupada totalizou 84,4 milhões de pessoas, no País, expansão de 0,8% em relação a julho. Já a desocupada cresceu para 12,9 milhões de pessoas, aumento de 5,5% ante julho, ou seja, 600 mil pessoas a mais pressionando o mercado.

A Região Sul foi a única a apresentar queda da população desocupada (-2,3%) na passagem de julho para agosto, enquanto os maiores avanços ocorreram no Nordeste (14,3%) e Norte (10,3%). As taxas de desocupação do mês passado foram mais elevadas no Nordeste (15,7%), Norte (14,2%) e Sudeste (14,0%), mais brandas no Centro-Oeste (12,2%) e Sul (10,0%).

Afastados
Em agosto, segundo dados da PNAD covid19 mensal, a população ocupada em todo o Estado totalizou 1,146 milhão de pessoas, o que significa 86 mil a menos em relação a maio, e 16 mil no comparativo com julho. Desse total, os que estavam afastados somavam 128 mil, ante 327 mil em maio; 293 em junho e 195 mil em julho. O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho, em razão do distanciamento social teve redução de 40% no RN. Em julho, eram 140 mil trabalhadores, mas agosto esse número chegou ao menor nível desde o início da pesquisa: 84 mil. Isso corresponde a 7,4% da população ocupada.

O Estado possui a segunda maior proporção de trabalhadores afastados da região Nordeste, atrás apenas de Alagoas (8,2%). No Brasil, esse tipo de afastamento ainda atinge 5% dos trabalhadores, ou seja, 4,1 milhões. O Acre teve a maior proporção de ocupados afastados devido ao distanciamento social, 12,4%.

No cenário nacional, o grupo das pessoas de 60 anos ou mais de idade tem a maior proporção de pessoas afastadas em função da pandemia, mas diminuiu de 15,4% das pessoas ocupadas em julho para 10,7% em agosto. Entre as mulheres, a proporção de afastadas foi caiu de 11,3% em julho para 7,1% em agosto, enquanto essa fatia para os homens desceu de 6,2% para 3,6%.

PNAD covid19 
Panorama do mercado de trabalho no mês de agosto
Taxa de desocupação
Brasil
13,6%
Nordeste
15,7%

As cinco maiores
1º Maranhão
18,1%
2º Bahia
18,1%
3º Amazonas
17,9%
4º Amapá
17,3%
5º Rio Grande do Norte 
17%

Números do RN
Total de pessoas de 14 anos ou mais de idade
2,853 milhões

Pessoas ocupadas
1,146 milhão (-86 mil em relação a maio)

Pessoas ocupadas e afastadas do trabalho por causa da pandemia
84 mil (-188 mil em relação a maio)

Pessoas ocupadas em trabalho remoto
109 mil (+23 mil em relação a maio)

Rendimento médio real 
R$ 2.034
Rendimento efetivamente recebido
R$ 1.807

Pessoas desocupadas
235 mil (+ 62 mil em relação a maio/2020)

Pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar
625 (+ 37 mil em relação a maio)

29,2% das pessoas ocupadas tiveram rendimento menor do que o normalmente recebido em agosto

4,2% tiveram rendimento maior  do que o normalmente recebido

56,3% dos domicílios receberam algum auxílio emergencial em agosto

32 mil pessoas ocupadas e afastadas do trabalho deixaram de receber remuneração em agosto

Fonte: IBGE

Acesse a pesquisa no link













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