RN tem quarto mês de saldo positivo na geração de empregos e cria 4.462 vagas de carteira assinada

Publicação: 2020-10-30 00:00:00
O mercado de trabalho no Rio Grande do Norte registrou em setembro o quarto mês consecutivo de recuperação no emprego formal. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério da Economia, o RN registrou a abertura líquida de 4.462 vagas. Esse saldo é o melhor para o mês nos últimos seis anos, superando o resultado do ano de 2014,  quando foram criadas 3.646 vagas com carteira assinada. 

Créditos: Marcello Casal/Agência Brasil

O que se verifica, no entanto, é que o Caged aponta queda de 25,07% no saldo de empregos em relação a agosto. Naquele mês, o Estado teve 14.468 admissões contra 8.513 desligamentos, o que gerou  um saldo líquido positivo de 5.955 contratações. O resultado de setembro decorreu de 13.806 admissões e 9.344 demissões. No País, o Caged aponta a abertura de 313.564 vagas com carteira assinada em setembro. Foram 1.379.509 admissões e 1.065.945 demissões. Esse foi o melhor resultado para meses de setembro desde o início da série histórica do Caged, em 2010.

Apesar dos sinais de recuperação, as novas vagas não foram suficientes para cobrir o déficit acumulado nos nove primeiros meses do ano. No acumulado do ano até setembro, o saldo de empregos formais no Rio Grande do Norte ainda ficou negativo. O RN fechou, no período, 5.824 vagas formais de trabalho, no pior desempenho para os primeiros nove meses do ano desde 2016, quando houve o fechamento de 11.098 postos formais. De 2017 a 2019, o Estado registrou recuperação no mercado formal, com abertura de 2.322 vagas em 2017; 3.482 vagas, em 2018; e 2.040 vagas no ano passado.  No País, no acumulado do ano até setembro, o saldo do Caged ainda ficou negativo em 558.597 vagas, o pior desempenho desde 2016, quando foram fechados no período 683.597 postos.

Quando se analisa os quatro meses de auge da pandemia da covid-19 (de março até junho), o Caged registrou 1,595 milhão de demissões líquidas. Já entre julho e setembro, 697.296 postos formais foram recriados, uma recuperação de 43,73%. No Rio Grande do Norte, a situação não difere. De março a junho, foram fechados 14.180 empregos formais, resultando de 32.909 contratações e 47.089 demissões no período. Já entre julho e setembro foram recriadas 11.257 vagas, resultado da contratação de 38.566 pessoas e desligamentos de 27.309.

No ranking nacional, o Estado foi o 17º com maior saldo líquido positivo em setembro e o sexto no Nordeste, atrás dos estados de Pernambuco (21.801); Bahia (16.923); Alagoas (16.592); Ceará (12.681) e Maranhão (5.020). 

Setores
Embora o setor de Serviços tenha sido o que mais contratou, o bom resultado do saldo em setembro foi influenciado, principalmente, pela abertura líquida de  1.564 postos formais na Agropecuária e 1.044 na Indústria. No segmento de Serviços, foram contratados 4.627 trabalhadores contra 3.655 desligamentos. Na Agropecuária foram 2.143 admissões contra 579 demissões. Na Indústria, as contratações somaram 2.211 e as demissões, 1.167. No comércio, o segundo que mais contratou, foram 3.042 admissões e 2.048 desligamentos. Na Construção Civil, as empresas contrataram 1.783 e demitiram 1.895, único setor que teve saldo negativo no RN (-112 postos). 

Nacionalmente, o saldo positivo foi impulsionado pelo bom desempenho da indústria. O setor liderou a criação de vagas com 110.868 postos formais, mais de um terço do saldo positivo no mês. Já os serviços recuperaram 80.481 vagas no mês passado. Houve saldo positivo de 69.239 contratações no comércio. Setembro registrou ainda abertura líquida de 45.249 empregos formais na construção civil e de 7.751 na agropecuária.

Expectativas
Segundo estimativa do secretário de Estado do Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire, pelo menos mais cinco mil empregos formais serão gerados até o fim do ano no Estado. Segundo ele, as decisões do Governo do Estado de adiantamento salarial e da primeira parcela do décimo terceiro “colaboraram para o reaquecimento da economia, com efeitos na geração de empregos, de renda e receitas tributárias”. 

“As ações e programas junto ao setor agropecuário também têm comprovados os resultados. Foi o setor com maior crescimento de empregos com 1.564 novos postos de trabalho ou alta de 9,08%”, destacou o secretário. 

Em outubro de 2019, comentou, o  RN registrava a maior alta na geração de emprego em 15 anos, após cinco meses de crescimento consecutivo e a segunda maior taxa de criação de empregos no Brasil, com 0,7% à época. Em setembro deste ano, o índice foi de 1,07%.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou quee  a abertura líquida de 313.564 vagas com carteira assinada em setembro foi o melhor ritmo de criação de emprego para qualquer mês de setembro da história. “Todos os setores da economia e todas as regiões do Brasil criaram novos empregos. Isso configura o fenômeno da volta em V da economia. Não só estamos criando empregos há três meses seguidos, mas em ritmo crescente”, afirmou Guedes.

Para Bianco, já existe retomada bem caracterizada no mercado de trabalho no País
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, avaliou que já existe uma retomada bem caracterizada no mercado de trabalho brasileiro, que registrou em setembro o terceiro mês consecutivo de recuperação no emprego formal. 

"Tivemos o melhor setembro de toda a série histórica do Caged. Trabalhamos para que, a cada mês, possamos trazer mais notícias boas sobre o mercado de trabalho. Vamos continuar revogando decretos e atos normativos que só complicam e trazem insegurança jurídica", repetiu Bianco.

O secretário especial de Previdência e Trabalho avaliou que o fechamento líquido de vagas de trabalho formal no auge da pandemia se deu mais pela redução nas contratações do que pelo aumento de demissões na comparação com períodos anteriores. "Agora, o que está nos puxando para cima no emprego é a retomada das contratações", afirmou.

Bianco disse que o Ministério não faz projeções para a criação de vagas no Caged em outubro e para o acumulado de 2020, mas reforçou que a expectativa para os próximos meses é positiva. 

Em setembro, todas as Unidades da Federação registraram resultado positivo no Caged. Em termos absolutos, os maiores saldos no mês foram em São Paulo (75.706), Minas Gerais (28.339) e Santa Catarina (24.827). O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada passou de R$ 1.740,63, em agosto, para R$ 1.710,97 em setembro.

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