RN tem segunda maior taxa de chikungunya e zika do Brasil; dengue também avança

Publicação: 2019-09-11 13:17:00 | Comentários: 0
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O Ministério da Saúde publicou, nesta quarta-feira (11), um boletim epidemiológico com o levantamento sobre arboviroses urbanas no Brasil transmitidas pelo Aedes. O Rio Grande do Norte apresentou dados alarmantes, ficando na segunda posição do país nas taxas de chikungunya e zika, tomando por base o número de casos por grupo de 100 mil habitantes.Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da chikungunya, dengue e zika vírus
Levantamento foi relacionado ao número de casos de arboviroses transmitidas pelo aedes

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 30 de dezembro de 2018 e 24 de agosto de 2019, o Rio Grande do Norte teve 8.899 casos confirmados de chikungunya, o que corresponde segundo maior número absoluto do país, ficando atrás somente do Rio de Janeiro (76.776). Para se ter uma ideia, o número de casos somente em território potiguar é superior à soma dos registros no Maranhão (707), Piauí (842), Ceará (1.472), Paraíba (1.018), Pernambuco (2.440), Alagoas (1.534) e Sergipe (128).

Na taxa de casos por grupo de 100 mil habitantes, o Rio Grande do Norte também é o segundo do país e maior do Nordeste, com 255,8 casos para cada 100 mil pessoas. Para uma comparação, no Nordeste, a segunda maior taxa de Alagoas, com 46,2. Somente o Rio de Janeiro tem uma taxa maior que a potiguar, somando 447,4 casos para cada 100 mil habitantes.
Chikungunya
Na comparação com o mesmo recorte, mas entre 2017 e 2018, quando o Rio Grande do Norte teve registrados 1.809 casos, o crescimento foi de 391,9% (segunda maior taxa de crescimento do país, ficando atrás somente de Alagoas, com 1.011,6% de crescimento).

A média nacional foi de 53,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, taxa quase cinco vezes menor do que a do Rio Grande do Norte. No Nordeste, a taxa global foi de 39,3.

Zika

Com relação ao zika, o Rio Grande do Norte também é destaque negativo. O estado teve um crescimento de 111,5% no número de casos com relação ao recorte do mesmo período do ano anterior, saltando dos 445 casos para 941. Na taxa de casos por grupo de 100 mil habitantes, o Rio Grande do Norte teve taxa de 27,0, número menor somente do que o estado do Tocantins, que teve 502 casos e uma taxa de 32,3 casos de zika para cada grupo de 100 mil pessoas.
Zika
Na média geral, a taxa do Brasil ficou em 4,7 casos para cada grupo de 100 mil pessoas. No Nordeste, a taxa foi de 6,7.

Dengue

De acordo com dados do Ministério da Saúde, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.

Minas Gerais é, até o momento, o estado com o maior número de ocorrências, com um total de 471.165. Um ano antes, os municípios mineiros registravam 23.290 casos.

São Paulo (437.047) aparece em segundo lugar, sendo, ainda, a unidade federativa em que a incidência da doença mais cresceu (3.712%), no intervalo de análise. Em 2018, foram reportados 11.465 casos.

Também são destaque negativo no balanço Goiás (108.079 casos), Espírito Santo (59.318) e Bahia (58.956). Quando o critério é a variação por região do país, o quadro mais crítico se encontra no Sul (3.224,9%), que contrasta com o do Centro-Oeste (131,8%). Além disso, nota-se que apenas dois estados apresentaram queda na prevalência da dengue: Amazonas, que diminuiu o total de 1.962 para 1.384 (-29,5%), e Amapá, onde houve redução de 608 para 141 (-76,8%).

No Rio Grande do Norte, foram registrados 24.635 casos, 4.159 a mais do que no ano anterior, o que representou um crescimento de 20,3%. A taxa de casos para cada grupo de 100 mil habitantes ficou em 708,1, a maior do Nordeste, que teve média de 313 casos para cada 100 mil pessoas.

Atualmente, a taxa de incidência da dengue no país é 690,4 casos a cada 100 mil habitantes. No total, 591 pacientes com a doença morreram, neste ano, em decorrência de complicações do quadro de saúde.



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