RN terá novas linhas, mas situação de eólicas não muda

Publicação: 2013-07-13 00:00:00
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou ontem um leilão de linhas de transmissão para reforçar a distribuição de energia no país. Dos sete lotes ofertados, só dois não atraíram interessados: o do Acre e o do Maranhão, e irão a leilão novamente. O Rio Grande do Norte, por outro lado, foi um dos estados contemplados com o reforço no sistema.
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O lote formado pela linha de transmissão Lagoa Nova II – Currais Novos II e subestação Currais Novos II foi arrematado pelo consórcio MGF Energy, formado pelas empresas MFG Empreendimentos e Geoenergy, e deverá entrar em operação comercial em 24 meses, segundo a Aneel.

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a empresa  Geoenergy, através do telefone da matriz em Santa Catarina, para saber a razão de arrematar um lote no RN, mas os diretores estavam em reunião e não puderam atender ao pedido de entrevista até o fechamento da edição.

Eólicas
O leilão de ontem, esclareceu a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), não tinha como objetivo atender as usinas eólicas do país, mas apenas reforçar o sistema de uma forma geral.

O Rio Grande do Norte deverá continuar com pelo menos 12 parques eólicos ociosos por falta de linhas de transmissão  suficientes.

O problema envolvendo os parques ociosos, segundo Milton Pinto, diretor setorial de energia eólica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), poderá ser resolvido com a realização de mais dois leilões de linhas de transmissão voltados para a energia eólica até o final do ano.

Enquanto isso, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), responsável por instalar todas as linhas de transmissão já licitadas para eólicas no estado, assegura que as obras seguem dentro do ritmo prometido ao Estado, após atrasos de mais de um ano no cronograma, a companhia apresentou novos prazos de entrega das obras ao governo. O primeiro lote de obras – formado pela linha Extremoz-João Câmara – deverá entrar em operação até o dia 30 de setembro. Uma das duas subestações já está em fase de testes e a fundação das torres já atingiu 60% do esperado.

A Chesf não participou dos últimos leilões de linhas da Aneel em virtude de uma restrição imposta pela própria Agência devido ao descumprimento de prazos. A ausência nos leilões também é fruto, segundo Antônio Varejão, superintendente de Projetos e Construção da Transmissão da Companhia, de uma decisão empresarial. “Queremos colocar todo o nosso esforço em entregar as obras dentro dos novos prazos”, disse Varejão.

Brasil

Embora os consórcios e empresas que participaram do leilão ontem tenham arrematado os cinco lotes por um valor 12,76% abaixo do determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o diretor da Aneel,  André Pepitone da Nóbrega, considerou o resultado um sucesso. Foram negociados cinco dos sete lotes ofertados em oito estados, além do Distrito Federal. O diretor da Aneel informou que os dois lotes que não despertaram interesse serão reavaliados e colocados novamente em oferta, ainda este ano.