RN teve segundo maior crescimento em volume de serviços no Brasil

Publicação: 2020-04-09 00:00:00
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O volume de serviços do Rio Grande do Norte cresceu 4,6% em fevereiro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019. Esse foi o segundo melhor desempenho entre as unidades da Federação nesse tipo de comparação. Apenas o Distrito Federal (4,8%) superou o RN. Essas são informações da Pesquisa Mensal de S erviços (PMS), de Fevereiro de 2020, divulgada nessta quarta-feira (9) pelo IBGE.

Entre janeiro e fevereiro de 2020, o volume de serviços potiguar cresceu 3%, maior da região Nordeste. Por outro lado, o Brasil (- 1%) e 16 unidades da Federação apresentaram retração nesse período.

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro somados), o volume de serviços no Rio Grande do Norte teve uma alta de 2,8% frente ao mesmo período de 2019. Considerando os últimos doze meses, o crescimento foi 1,1%.

A queda de 1,0% no volume de serviços prestados em fevereiro ante janeiro, revelada mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, antes mesmo de qualquer impacto relacionado à pandemia do novo coronavírus, já se observava uma perda de ritmo no setor. A avaliação é do gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, Rodrigo Lobo.

O pesquisador destacou que a queda de fevereiro foi o terceiro resultado negativo, na comparação com meses imediatamente anteriores, num período de quatro meses. Isso após a atividade de serviços ter atingido o ponto máximo de 2019 em outubro, após um movimento de recuperação no segundo semestre do ano passado. Em fevereiro, o nível da atividade ficou 1,4% abaixo do registrado em outubro.
"Nesses últimos quatro meses, ainda sem contágio da pandemia, já se observava dentro do setor de serviços, intrinsecamente, uma perda de ritmo", afirmou Lobo.

O movimento de perda de fôlego foi puxado pelos serviços profissionais, administrativos e complementares, que caiu 0,9% em fevereiro ante janeiro. Com a queda de fevereiro, o segmento acumulou uma queda de 3,0% desde dezembro do ano passado.

Segundo Lobo, o desempenho desse segmento costuma acompanhar o ciclo da economia como um todo, conforme a demanda de empresas por esses serviços de apoio, como limpeza e segurança. Essa atividade deverá ser atingida em cheio pela crise causada pela pandemia, assim como a atividade de serviços prestados a famílias, onde entram bares e restaurantes e hotelaria.

A perda de fôlego no setor de serviços também foi ditada pelo desempenho dos serviços de tecnologia da informação, que atingiram o ponto máximo do nível de atividade em dezembro de 2019, em movimento descolado dos demais segmentos. Para Lobo, é uma "incógnita" como será o efeito da covid-19 sobre essa atividade.