Roberto Carlos é acionista de 'offshore' no Panamá, diz reportagem'

Publicação: 2016-04-06 15:14:00
O nome do cantor e compositor Roberto Carlos foi um dos recentes citados na série de reportagens conhecida como Panama Papers, que destrinchou os documentos da firma de advocacia Mossack Fonseca e os vários negócios escusos associados a ela. O 'Rei' figura como um dos acionistas da empresa Happy Song, que seria uma offshore (nome dado a contas bancárias ou empresas abertas em paraísos fiscais). O artista, por meio de sua assessoria, respondeu que a empresa está devidamente declarada à Receita Federal e ao Banco Central. 

A Happy Song foi criada no dia 1º de março de 2011, no Panamá. A negociação foi feita por intermédio de uma consultoria do Uruguai chamada Baker Tilly. Apesar de a empresa ter sido criada em 2011, o nome de Roberto Carlos só aparece nos registros em 2015. As ações originais foram emitidas “ao portador”, ou seja, não trazem o nome do verdadeiro dono nos documentos. 
Em 2013, mudanças na legislação panamenha proibiram a emissão de títulos de ações sem registro do nome do proprietário. A Happy Song, então, cancelou as ações “ao portador” e emitiu títulos em nome da Taunus Investment Group S.A. A Taunus é sediada no Uruguai. É uma empresa que assume a diretoria ou as ações de outras firmas em paraísos fiscais – algumas vezes mantendo os verdadeiros donos em segredo. Ela foi acionista da Happy Song até abril de 2015, quando suas ações foram canceladas e novos títulos emitidos, dessa vez em nome de Roberto Carlos.

Com informações: Blog do Fernando Rodrigues/UOL

Leia também: