Roberto Freire terá novo projeto

Publicação: 2015-09-25 00:00:00 | Comentários: 0
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Valdir Julião
Repórter

Até outubro, o Governo do Estado deve anunciar o novo projeto de reurbanização da Avenida Roberto Freire, que inclui um amplo calçadão e transforma a via em mão única no sentido centro/Ponta Negra, descartando o que foi elaborado na gestão Rosalba Ciarlini. A proposta, que é fruto de um debate envolvendo várias organizações da sociedade civil, está em nível avançado de discussão, segundo o presidente da Associação Potiguar Amigos da Natureza (Aspoan) e membro do Comitê Popular Natal Direitos (ex-Comitê Popular da Copa 2014), arquiteto Francisco Iglesias.
Ana SilvaA avenida Roberto Freire passaria a ser mão única a partir do entrocamento da avenida Praia de Tibau (feirinha) até a chamada Rota do Sol (rodovia estadual RN-063)A avenida Roberto Freire passaria a ser mão única a partir do entrocamento da avenida Praia de Tibau (feirinha) até a chamada Rota do Sol (rodovia estadual RN-063)

Segundo ele, pela proposta, a avenida passaria a ser mão única a partir do entrocamento da avenida Praia de Tibau (proximidades da feirinha) até a chamada Rota do Sol (rodovia estadual RN-063), no sentido Centro/Vila de Ponta Negra. O retorno, também em mão única, seria feito pela avenida Praia de Ponta Negra.

Francisco Iglesias disse que a proposta que vem sendo debatida com o governo e que dará à avenida Roberto Freire um grande calçadão, paralelo à margem esquerda da via, no sentido Centro/Ponta Negra, coincide com a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte que confirmou sentença que manda demolir os prédios construídos na área tratada como “non aedificandi”, em 67 lotes em frente ao conjunto Ponta Negra. Iglesias afirmou que a ideia de se construir um grande calçadão em Ponta Negra resgata, em parte, o projeto original do arquiteto paranaense Luís Fortes Neto, que projetou a Via Costeira (RN-301),  oficialmente denominada de Avenida Senador Dinarte Mariz e  inaugurada em 1985, no então governo José Agripino Maia.

“Ele projetou a Via Costeira pensando numa grande praça até a praia do Forte, valorizando o visual da praia de Ponta Negra, que hoje alimenta a economia do Rio Grande do Norte”, comentou Iglesias. Segundo Iglesias, já foram realizadas duas discussões entre as organizações da sociedade civil e o Governo, e foi proposto, ainda, que se faça um estudo de impacto ambiental e audiências públicas para debater o projeto.  O presidente da Aspoan lembra que, em 2013, quando começou a se pensar um projeto de reurbanização da Avenida Roberto Freire, o então governo Rosalba Ciarlini não permitiu a que a  entidade tivesse qualquer tipo de intervenção ou discussão das alternativas para  via.

“Agora não”, continuou Iglesias, “o governo abriu o debate com a sociedade, tendo apresentando, inicialmente, uma proposta semelhante ao projeto apresentado pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER-RN), em 2010, que incluia a construção de viadutos e trincheiras ao longo da avenida Roberto Freire, mas sem o túnel de 1,5 quilômetros previsto pelo projeto do governo Rosalba Ciarlini, que ia desde o entrocamento da avenida Ayrton Senna, em Cidade Jardim, até à confluência com a rua Antonio Farache. Além disso, nos permitiu discutí-lo e apresentar novas ideias”.

Ele lembrou que a construção desse viaduto demoraria entre um ano e meio e dois anos, a um custo de R$ 160 milhões, enquanto o projeto inteiro de reurbanização da avenida Roberto Freire, licitado em 2013, em que teve como vencedora a empreiteira Galvão Engenharia S/A, custaria cerca de R$ 260 milhões, dinheiro já garantido pelo Ministério do Planejamento e que está dentro do PAC das Cidades do Governo Federal.

“O projeto original também entrava uns 40 metros no Parque das Dunas, que sempre fomos contra, e que ninguém sabia quanto o Exército, que detém a área, iria cobrar”, disse Francisco Iglesias, que estimou, na época, que se continuasse o primeiro projeto o governo teria de pagar em torno de R$ 40 milhões ao Exército pela cessão de parte da área do Parque das Dunas.

“No novo projeto não tem mais túnel, que se usa quando se tem dificuldade geográfica para atravessar alguma rodovia ou avenida, como é o caso do túnel Rebouças, no Rio”, exemplificou o presidente da Aspoan.

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