Política
Robinson pede ajuda da bancada para votação na Assembleia
Publicado: 00:14:00 - 05/01/2018 Atualizado: 01:18:54 - 05/01/2018
Ao reunir os senadores e deputados federais, o governador Robinson Faria  apresentou um diagnóstico da crise financeira do Estado e defendeu as medidas por intermédio das quais pretende enfrentar a dificuldade fiscal do governo. Robinson Faria pediu apoio da bancada federal no convencimento dos deputados estaduais que deverão votar os projetos a serem enviadas para apreciação do Legislativo.

Demis Roussos
Ao presentar o diagnóstico sobre a situação fiscal, governador pede unidade da bancada

Ao presentar o diagnóstico sobre a situação fiscal, governador pede unidade da bancada


Ao presentar o diagnóstico sobre a situação fiscal, governador pede unidade da bancada

A queda de receitas, o aumento da folha de pessoal e o crescimento da despesa com aposentados e pensionistas foram os principais pontos apresentados pelo Governo à bancada para justificar a crise. Coube ao secretário de Planejamento e Finanças (Seplan), Gustavo Nogueira, fazer um diagnóstico da situação de desajuste fiscal. Ele apontou que as receitas do Estado de 2017 foram 5,25% menores do que as de 2014.  Paralelamente, a folha de gastos com pessoal de 2015 até hoje cresceu 23,45%. Essa folha, tem um aumento maior na despesa com inativos e pensionistas do que com ativos: de janeiro de 2015 até hoje, a folha de aposentados cresceu 78,6%. O déficit da Previdência está em R$ 132 milhões por mês, que precisam ser cobertos pelo governo.

Atualmente, o Estado conta com 1,5 servidor ativo para cada inativo. Entre os inativos e pensionistas, 17,14% contribuem para a previdência.

Durante a reunião, o governador relatou as articulações, em Brasília, para tentar captar de recursos federais que ajudem no enfrentamento da crise. Ele disse que o RN não foi beneficiado pela renegociação da dívida dos Estados com a União, porque é uma das unidades da federação com menor dívida. Por outro lado, busca apoio federal para restabelecer o fluxo de caixa que assegura o pagamento de pessoal.

“Só salvaremos o Rio Grande do Norte juntos. Não quero ser o protagonista, acredito que todos nós temos um papel a cumprir”, afirmou o governador. E acrescentou: “Essa união é muito importante para que o governo alcance nosso maior objetivo, colocar o pagamento dos servidores em dia”.

O senador Garibaldi Filho disse que a bancada assumiu o compromisso de buscar o apoio necessário ao enfrentamento da crise. “A bancada federal se comprometeu em buscar o apoio solicitado. O Governo do Estado terá que apresentar um pacote de medidas de ajustes de contas e vamos buscar o Governo Federal para liberar o quanto antes esses recursos. O programa de ajustes precisa ficar bem claro e esclarecido, sob pena de não liberação dos recursos. Contudo, confiamos que o governador fará tudo o possível para, entre outras coisas, colocar os pagamentos em dia”, disse Garibaldi.

O senador José Agripino afirmou que as medidas devem ser no sentido de permitir a retomada da governabilidade. “O governador tomou algumas iniciativas sozinho e agora chamou a bancada que nunca lhe faltou para conversar sobre os problemas. Eu entendi que estamos tratando do problema do Estado e não do governo. A questão não é salvar o governo, mas sim o Estado. Tratamos de equilíbrio fiscal para que o Estado fique governável. E a bancada não vai se negar a fazer gestões em Brasília para conseguir recursos”, disse.

A senadora Fátima  Bezerra também disse que a bancada deve colaborar, mas criticou algumas medidas. “A reunião foi propositiva, a bancada recebeu, por parte da equipe do governo, os esclarecimentos sobre a atual situação financeira e decidimos que nós, parlamentares federais, somaremos esforços para ajudar o RN a enfrentar a crise, sobretudo no âmbito das demandas em Brasília.  O Executivo nos apresentou as medidas fiscais que pretende adotar no Estado, entre elas a que aumenta a alíquota previdenciária cabível ao funcionalismo. Deixei claro que nem eu nem o meu partido pactuamos com ações que joguem no colo do servidor já fragilizado todo o ônus da crise”, disse.

Participaram da reunião, além do três senadores, os deputados federais Fábio Faria, Antônio Jácome, Walter Alves, Rogério Marinho, Zenaide Maia, Beto Rosado e Rafael Motta. O deputado Felipe Maia justificou a ausência ao governador.

Repercussão:

Arquivo TN
Robinson Faria Governador, do PSD

Robinson Faria Governador, do PSD


Governador Robinson Faria (PSD)

"Só salvaremos o Rio Grande do Norte juntos. Não quero ser o protagonista, acredito que todos nós temos um papel a cumprir. Essa união é muito importante para que o governo alcance nosso maior objetivo, colocar o pagamento dos servidores em dia”.

Jefferson Rudy
Garibaldi Filho

Garibaldi Filho


Garibaldi Filho, senador pelo MDB

“A bancada federal se comprometeu em buscar o apoio solicitado. O Governo do Estado terá que apresentar um pacote de medidas de ajustes de contas e vamos buscar o Governo Federal para liberar o quanto antes esses recursos. O programa de ajustes precisa ficar bem claro e esclarecido, sob pena de não liberação dos recursos. Contudo, confiamos que o governador fará tudo o possível para, entre outras coisas, colocar os pagamentos em dia”.

Pedro França
José Agripino, Senador pelo DEM

José Agripino, Senador pelo DEM


José Agripino, Senador pelo DEM

“O governador tomou algumas iniciativas sozinho e agora chamou a bancada que nunca lhe faltou para conversar sobre os problemas. Eu entendi que estamos tratando do problema do Estado e não do governo. A questão não é salvar o governo, mas sim o Estado. Tratamos de equilíbrio fiscal para que o Estado fique governável. E a bancada não vai se negar a  fazer gestões em Brasília para conseguir recursos”.

Beto Barata
Fátima Bezerra, Senadora pelo PT

Fátima Bezerra, Senadora pelo PT


Fátima Bezerra, Senadora pelo PT

“A reunião foi propositiva, a bancada recebeu, por parte da equipe do governo, os esclarecimentos sobre a atual situação financeira do estado e decidimos que nós, parlamentares federais, somaremos esforços para ajudar o RN a enfrentar a crise  Deixei claro que nem eu nem o meu partido pactuamos com ações que joguem no colo do servidor já fragilizado todo o ônus da crise”.


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