Rodoviários avaliam índice de 7,5%

Publicação: 2013-05-07 00:00:00
Valdir Julião - Repórter

Em assembleia prevista para começar às 9 horas de hoje, os  motoristas e cobradores de transporte coletivo decidem se aceitam ou não a proposta de reajuste salarial de 7,5% negociado entre os sindicatos patronal e da categoria, o que elevaria de R$ 1.350,00 para R$ 1.451,00 o salário-base do motorista e de R$ 810,00 para R$ 870,00 o salário base do cobrador de ônibus.
Os motoristas chegaram a anunciar, no início da tarde, a possibilidade de paralisações no sistema

saiba mais

O acordo foi costurado  numa reunião com o vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-21ª Região), desembargador Carlos Newton Pinto, que em casos de dissídio coletivo é o responsável por mediar o  audiência de conciliação entre patrões e empregados, como  a que ocorreu ontem de manhã na sede do TRT, em Lagoa Nova. No início da tarde, o Sintro-RN convocou os motoristas para a assembleia e anunciou possíveis paralisações, de curta duração, no sistema de ônibus.

Também foi acordado um reajuste de 12% para o vale alimentação, que passaria a ter o valor de R$ 191.52 e de R$ 184,66, respectivamente, para motoristas e cobradores, num universo de três mil profissionais no sistema de transporte coletivo urbano e de 1.500 no sistema de transporte intermuncipal.

Quanto aos motoristas que acumulam a função com a de cobrador, a gratificação que hoje é de 2% sobre o faturamento da linha no horário de trabalho, passaria a ser de 2,5% nos próximos seis meses e de 3,0% nos seis meses subsequentes. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro-RN), Nastagnan Batista, disse que essa cláusula do acordo  coletivo de trabalho existe desde 1997. “Aqui no Tribunal, as vezes que nós viemos, ela foi mantida, então se a gente fosse possivelmente para uma greve ou para um dissídio ela será mantida”.

Segundo Batista, a ideia foi melhorar as condições, aumentando a gratificação da dupla função e  o vale alimentação. “Não dava era fechar e levar uma proposta para a categoria de 7,5% pra tudo”. Batista também disse que o motorista que dirige cobrando hoje é porque ele quer: “Na cláusula acordada, o trabalhador não se obriga a dirigir cobrando, só pode escalar o motorista se que ele concordar, até porque 60% da frota tem cobrador”, disse ele.

Com relação ao índice de reajuste salarial negociado ontem e que dá, praticamente, um aumento real de 0,6% acima da inflação anual do IPCA de  6,59% até maio, data-base da categoria, Batista afirmou que “o ganho real é pouco, não quer dizer aqui que nós aprovamos, vamos levar pra a assembléia da categoria”.

Leia também: