Rodrigo Maia aponta pressão dos investidores

Publicação: 2020-03-26 00:00:00
A+ A-
Reunido com governadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que é preciso pôr um ponto final nesse embate. "Temos que sair desse enfrentamento, sobre sair ou não do isolamento. Isso nada mais é do que a pressão de milhares de pessoas que aplicaram seus recursos na Bolsa, acreditaram no sonho da prosperidade da Bolsa a 150 mil pontos. A Bolsa caiu, como caiu no mundo inteiro, porque essa não é uma crise do Brasil: é uma crise mundial, que atinge o Brasil", afirmou ele. "Mas a gente não pode deixar de cuidar das pessoas porque pessoas estão perdendo dinheiro na Bolsa."

Com as medidas anunciadas, Bolsonaro tenta se proteger das previsões econômicas que já eram pífias antes mesmo do primeiro caso da doença em São Paulo, no início do mês. A estratégia do Planalto para sobreviver à pandemia é detalhista. Em nenhum momento, o presidente recorreu a suas prerrogativas para decretar volta às aulas na rede federal de ensino, por exemplo, ou outras ações de retorno à "normalidade". Evitou, assim, carimbar o próprio discurso.

De madrugada, logo após o pronunciamento em cadeia de TV do presidente e de mais um panelaço, a confiança em Bolsonaro despencou nas redes sociais. Pesquisa da AP Exata no Twitter mostrou que o sentimento predominante em relação ao presidente passou da confiança, mantida ao longo do dia, para a raiva, o desgosto e a tristeza. De 15 horas de anteontem até o fechamento desta edição, a hashtag #forabolsonaro foi a mais utilizada nos posts que mencionavam o presidente no Twitter, seguida da #bolsonarogenocida e, em terceiro, #bolsonarotemrazao.

A máquina de propaganda do bolsonarismo foi logo acionada. O senador Flávio Bolsonaro (RJ), primogênito do presidente, escreveu no Twitter que, se o isolamento total das pessoas for mantido, haverá 40 milhões de desempregados. "Certamente muito mais pessoas morreriam", disse ele.





Deixe seu comentário!

Comentários